Os escândalos envolvendo o grupo JBS na Lava-Jato chegaram enfim, ao ambiente fintech.

A notícia que o Banco Original chegou a R$144 milhões de prejuízo no primeiro trimestre do ano, assustou. Não pelo número em si, mas por conta do momento atual da empresa, que se vê num grande desafio de imagem por conta do envolvimento direto no maior processo de corrupção do país. O grupo J&F, dono do banco, cogita inclusive vender a operação – segundo especulações de vários veículos. Em diversas matérias, o Santander é apontado como principal nome para essa aquisição. Além do envolvimento governamental na fundação do banco, o momento não é bom.

Se isso acontecer (da venda da operação), teremos o fim do maior banco digital do país. Mas tem bastante gente querendo aproveitar o momento.

Bancos digitais que vão aproveitar o momento

Neon

O Neon já tem uma posição formada no mercado. Com uma comunicação jovem e direcionada, pode colocar força para atrair clientes que não se apegam a marcas e conceitos tradicionais. O  Neon tem cara que vai conseguir assumir uma liderança, se a operação do Original balançar.

Inter

O antigo Intermedium (agora Banco Inter) também vem se comunicando e fazendo um trabalho eficaz na hora de vender suas soluções. Já vem fazendo presença inclusive, fora de Minas Gerais, local de fundação.

PjBank

O PjBank é uma iniciativa da Superlogica, empresa que desenvolveu um software de gestão e agora oferece um banco digital para empresas. Esse é inclusive um bom movimento para bancos digitais: atender empreendedores.

Esse três exemplos são a ponta do iceberg. Nubank por exemplo, se virar a chave da noite para o dia, se tornando um banco digital, lançará por aqui, aquilo que os livros de empreendedorismo citam: “Startups can kill”!

De fato, se o Original for vendido, perderá sua essência digital.