Bank as a Service pode revolucionar a indústria de serviços financeiros no Brasil
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Inovação

Bank as a Service pode revolucionar a indústria de serviços financeiros no Brasil

João Nascimento

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futuro dos bancos

Você já percebeu como é difícil abrir ou encerrar uma conta-corrente em banco? E o trabalho que dá abrir e manter uma conta em mais de um banco? O assunto de hoje é bank as a service.

A maioria das pessoas foge dessa situação e concentra suas demandas de serviços bancários (conta-corrente, cartões de crédito, financiamentos, investimentos, etc) em uma só instituição financeira.

Em geral, isso acontece por conta da burocracia, falta de flexibilidade e os altos custos envolvidos na obtenção de serviços bancários no Brasil, os quais impactam diretamente a vida do consumidor. Com isso, o mercado observou, durante os últimos anos, o nascimento de diversas fintechs que buscavam mudar a experiência do brasileiro junto aos serviços financeiros.

Bank as a Service

Empréstimos, assessoria financeira e rápido acesso a serviços do tipo: esse foi apenas o início do movimento trazido pelas fintechs no Brasil. Apesar desse grande avanço, o mercado financeiro pode encontrar um novo paradigma na sua atuação e na maneira que interage com o público,  caso o Banco Central do Brasil implemente por aqui uma regulamentação similar àquela que será adotada pela União Europeia a partir de janeiro de 2018, a qual se convencionou chamar de “PSD2”, ou “Payments Service Directive 2”.

O PSD2 promete impor às instituições financeiras “tradicionais” a obrigação de abrir seus APIs (Application Programming Interface), de modo a permitir que aplicações desenvolvidas por terceiros (como por exemplo, uma fintech de pagamentos) possam “conversar” com os sistemas das instituições financeiras e até mesmo dar instruções ou comandos através de uma plataforma independente operada por fintechs (claro, sempre que tal acesso tenha sido autorizado pelo usuário da plataforma e seguindo rígidas regras de segurança).

Regras

Mas as implicações são ainda mais profundas. Ao serem obrigadas a disponibilizar o acesso de terceiros ao seu “open API”, as instituições financeiras perderão o monopólio do acesso às informações transacionais de seus clientes. E é aí que a revolução começa.

Com essas informações disponíveis às fintechs, a oferta de serviços e produtos bancários passa a ocorrer de maneira muito mais dinâmica e transparente, o que dará muito mais poder aos clientes na hora de escolher, mudar ou encerrar relacionamentos com suas instituições financeiras. Além disso, os impactos concorrenciais e econômicos podem ser enormes, especialmente porque a transparência gerará uma maior concorrência entre os players do mercado.

As fintechs que operarem plataformas baseadas no PSD2 poderão se tornar verdadeiros marketplaces de produtos e serviços bancários, permitindo que o usuário tenha, em uma única interface (oferecida pela fintech), uma visão consolidada de todos os seus relacionamentos bancários, podendo inclusive receber ofertas e migrar de produtos de maneira muito mais fluida.

Nesse sentido, o PSD2 pode ser considerado uma “portabilidade com esteroides”, mas muito mais disruptiva, por ser mais ampla e também por colocar nas mãos do usuário o poder de escolher quem será o “gestor” dos seus produtos, serviços e informações bancárias.

Essa discussão (do bank as a service)está apenas no começo, mas se a história se repetir, o mercado brasileiro poderá estar mais perto de uma regulação do que imagina. Isso porque, em 2007, a União Europeia publicou o Payments Service Directive 1 – PSD1, que tratou das regras aplicáveis aos serviços de pagamento de varejo (incluindo cartões de crédito, débito e pré-pago).

As regras, amplamente detalhadas e preocupadas com o aumento de competitividade nos mercados, serviram de inspiração para as normas implementadas pelo Banco Central do Brasil em 2013, que regulamentaram os famosos “arranjos de pagamento”. Não seria estranho se o regulador brasileiro, alinhado com os princípios europeus de eficiência, competitividade e barateamento de custos ao usuário final, fizesse o mesmo no Brasil.

Especialista em Regulamentos Bancários e Estruturação de Finanças, João Nascimento se tornou sócio do Schroeder&Valverde em 2016. No escritório auxilia empresas e startups, em assuntos relacionados a negócios de investimentos de risco, especialmente para FinTech e Payments.

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10.000 empregos podem ser perdidos para robôs segundo Citi

Leandro De Andrade

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O banco norte-americano Citi alertou que poderá eliminar metade de seus 20 mil funcionários de tecnologia e operações nos próximos cinco anos devido ao aumento da robótica e da automação.

A previsão foi feita pelo presidente e diretor executivo do grupo de clientes institucionais do banco, Jamie Forese, que foi entrevistado pelo Financial Times (FT).

Os 20.000 funcionários operacionais representam mais de 40% do total de funcionários do banco e são “mais férteis para o processamento de máquinas”, de acordo com a Forese.

Ele não é o primeiro a prever perdas de emprego em massa como resultado da automação. O chefe do Deutsche Bank, John Cryan, divulgou uma advertência semelhante em 2017, sugerindo que metade de sua força de trabalho poderia ser substituída por robôs. Enquanto isso, um relatório de 2016 do Fórum Econômico Mundial previu que os avanços na automação levarão à perda de mais de 5 milhões de empregos em 15 grandes economias desenvolvidas e emergentes até 2020.

Os comentários de Forese, no entanto, representam uma previsão mais dramática de possíveis perdas de emprego do que no passado. De acordo com a pesquisa do FT, 60 mil empregos foram perdidos para automação em oito dos dez principais bancos de investimento entre 2007 e 2017.

Os comentários de Forese foram repetidos por outros líderes bancários entrevistados pelo FT.

“Hoje há tantas funções que a tecnologia já substituiu e não vejo por que essa jornada deve terminar tão cedo”, disse Richard Gnodde, diretor da Goldman Sachs International.

E o chefe do banco de feridos do Barclays, Tim Thorsby, acrescentou que qualquer pessoa cujo trabalho envolva “muito bater no teclado” é “menos propenso a ter um futuro feliz”.

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Inovação

Bancos australianos lançam plataforma de pagamento móvel Beem It

Leandro De Andrade

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Commonwealth Bank of Australia , Westpac e National Australia Bank lançaram uma nova plataforma de pagamento móvel, Beem It.

O novo aplicativo permitirá pagamentos instantâneos para todos os australianos e pequenas unidades de negócios. Em outubro de 2017, os três bancos anunciaram que estavam trabalhando no desenvolvimento dessa nova plataforma de pagamentos.

Além de permitir pagamentos, o novo aplicativo permitirá que o usuário solicite o pagamento ou divida uma fatura. Beem É compatível com plataformas iOS e Android e pode ser usado pelos usuários de todos os bancos, indústria e varejistas.

CBA realizou o teste inicial da plataforma. Inicialmente, a plataforma terá um limite de envio de AUD 200 por dia e um limite de recebimento mensal de AUD 10.000. Todas as transações feitas através da plataforma serão monitoradas em tempo real.

Pode ser usado por todos os clientes bancários e pequenas empresas que possuem um cartão de débito de esquema global emitido por uma Instituição Australiana Autorizada de Depósito (ADI).

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Banco

Citi China lança autenticação biométrica de voz

Leandro De Andrade

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O Citibank da China lançou a autenticação biométrica por voz para acelerar os processos de verificação quando os clientes chegam ao oficial de linha direta do banco.

A biometria de voz utiliza a impressão de voz do cliente, que é única, assim como a impressão digital de uma pessoa, para verificar um indivíduo.

Os clientes do Citi China podem ligar para o Citiphone para se inscrever nesse tipo de autenticação; nesse estágio, a voz do cliente será gravada enquanto ele estiver falando com um oficial. Este voiceprint será salvo e será usado para verificar a identificação do cliente nas chamadas subsequentes.

Além disso, o processo de verificação também será concluído automaticamente dentro de 15 segundos, em comparação com o método de autenticação atual de 45 segundos.

A implantação desta tecnologia, visa melhorar a experiência do cliente, eliminando a necessidade de lembrar senhas ou responder a várias perguntas pessoais para confirmar sua identidade.

De acordo com a publicação online Verdict, este sistema de autenticação por biometria de voz já foi introduzido em vários países da região Ásia-Pacífico, com uma base de clientes de cerca de 4,48 milhões de pessoas.

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