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Banco

BC permite que banco guarde dados dos clientes no exterior; qual o impacto?

Leandro De Andrade

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Dados sobre as contas dos clientes brasileiros em bancos vão poder ser guardados no exterior. O que isso significa para o setor e as pessoas. Há riscos?

No mês passado, o Banco Central publicou a Resolução nº 4.658/18. A nova regulamentação define a política de segurança cibernética e traz requisitos mínimos para as instituições financeiras que querem armazenar seus dados em bancos de dados no exterior. Isso inclui as informações das contas dos clientes dos bancos.

Entre as exigências para realizar essas operações fora do país está a existência de um convênio para troca de informações entre o Banco Central brasileiro e as autoridades supervisoras do país onde os serviços serão contratados.

Os bancos também deverão ter um plano de continuidade dos negócios, no caso de algum problema com a prestação de serviços no exterior.

Leis brasileiras podem se contradizer entre si e lá fora

Especialistas afirmam que a resolução é bem-vinda e, ao ampliar as opções de contratação de serviços em nuvem para os bancos, pode reduzir os preços desses serviços, com impacto positivo para o consumidor.

No entanto, eles dizem que, com a proximidade da aprovação de uma lei de proteção de dados pessoais no Brasil, juristas poderão se deparar com normas divergentes sobre o armazenamento de dados bancários.

Consequentemente, poderá haver um conflito sobre qual legislação deverá ser aplicada ao tema, se a lei geral a ser aprovada ou a resolução do Banco Central.

O advogado do escritório Mundie e Advogados e professor de direito constitucional Tomás Filipe Paiva disse que a resolução é positiva por reconhecer que as operações em nuvem ocorrem de forma global, com computadores conectados internacionalmente. Para o advogado, o problema é a falta de uma lei de proteção de dados no Brasil.

“A lei de proteção de dados europeia entrará em vigor agora, e nós estamos perto de aprovar a nossa. A publicação de uma resolução sobre um tema tão específico coloca em risco a legislação que está por vir”, afirmou.

Lei de proteção sobre dados pessoais pode ser afetada

Para Paiva, a resolução do Banco Central fragiliza a legislação sobre dados pessoais que está em discussão.

“Como vamos conviver com diferentes legislações que tratam sobre proteção de dados com comandos possivelmente contraditórios? As regras aplicadas podem depender não da condição de o dado ser pessoal apenas, mas de ter uma natureza bancária”, afirmou.

Na avaliação do advogado, o Banco Central não deveria ter detalhado os requisitos para a contratação de serviços no exterior, mas ter apenas estabelecido princípios gerais de segurança cibernética. “Essa medida evitaria conflito com uma nova legislação”, disse.

Dados bancários no exterior precisa de melhor discussão

O presidente da Associação Brasileira de Empresas de Infraestrutura de Hospedagem na Internet (AbraHosting), Vicente Moura Neto, disse que o problema não é a localização dos dados em si.

Para Neto, o que há atualmente é um dilema entre a vigência de marcos regulatórios de abrangência internacional, como a lei europeia, e as normas locais dos países.

A lei de proteção de dados europeia, conhecida como GDPR, entrará em vigor nesta sexta-feira (25) e pressionará o Brasil a editar uma norma semelhante.

“No caso brasileiro, o maior entrave para essa discussão está na falta de uma lei de proteção que venha dar forma definitiva para algumas diretrizes constantes no Marco Civil da Internet”, disse.

Ele afirmou que a aprovação de uma lei de proteção de dados no Brasil permitiria uma “discussão mais madura” sobre o armazenamento de dados bancários, considerados sensíveis, no exterior.

“Existem países, alguns na própria União Europeia, que impedem ou dificultam a exportação de dados dos seus cidadãos. Isso, em alguns casos, resulta em proibição de que um banco estrangeiro possa processar pagamentos de um usuário nacional fora das fronteiras do país”, afirmou Vicente.

Abranet diz que normas podem ser mudadas no futuro

O presidente da Associação Brasileira de Internet (Abranet), Eduardo Parajo, disse que o Banco Central foi cauteloso ao definir regras para a contratação de serviços em nuvem no exterior. Mas ele considerou que uma legislação futura sobre o assunto pode causar conflito.

“O Banco Central trouxe essa norma para dar um norte a essas contratações. Com as novas regras internacionais e a legislação brasileira que está por vir, no entanto, talvez tenhamos que modificar algumas normas”, disse.

Projeto será analisado no Senado na próxima terça-feira

Na nova lei de proteção de dados europeia, uma das principais mudanças é que qualquer uso indevido de dados de cidadãos europeus será passível de punição, mesmo que o manuseio desse dado tenha sido feito fora da União Europeia.

No Brasil, um dos projetos sobre o tema tem previsão de ser analisado na próxima terça-feira (29) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado. Os parlamentares devem discutir o projeto de lei do Senado 330/2013, do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

O relator do texto, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), disse que construiu um texto conforme a nova norma europeia.

Serviços no exterior podem ficar mais baratos

O advogado e coordenador do curso de direito digital do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Renato Opice Blum, disse que a resolução do Banco Central é positiva e facilita as operações em nuvem, que já são uma realidade.

Ele afirmou que, se houver algum conflito no futuro, a autoridade monetária possui uma dinâmica que permitirá aprimorar a resolução.

Ele disse ainda que, com a permissão para a contratação dos dados no exterior e o consequente aumento da competição no setor, a tendência é que haja um barateamento na oferta desses serviços.

“A computação em nuvem é uma das dúvidas tecnológicas que existem, e a resolução é bem-vinda. A resolução mantém o acesso aos dados bancários, mesmo no exterior, como prerrogativa das instituições brasileiras. Se houver algum conflito no futuro, isso poderá ser aperfeiçoado”, afirmou.

Procurado, o Banco Central não comentou o assunto.

Fonte: UOL

Responsável pela comunicação do portal pagamento.me, apaixonado por marketing digital, mordido pela publicidade, metódico, realista, dedicado e pra sempre aprendiz.

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Cibercrime prepara amplo ataque a bancos

Leandro De Andrade

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boleto fraude

Evidências mostram que criminosos virtuais estão construindo rede de túneis para roubar informações.

Os criminosos que atuam na internet estão construindo uma ampla rede de túneis escondidos para levar a efeito sofisticados ataques do tipo comando e controle conta bancos e outras instituições financeiras com o objetivo de roubar grande volume de dados pessoais, de acordo com um novo estudo da indústria.

Embora essa modalidade de ataque não seja nova, tem sido notado um aumento em sua incidência desde que a base de dados da Equifax, uma das maiores agências de monitoramento de crédito dos Estados Unidos, foi invadida no ano passado, expondo mais de 146 milhões de dados pessoais, em um dos maiores vazamentos da história.

A maioria desses ataques ficou meses sem ser detectada, segundo o recente “2018 Spotlight Report on Financial Services”, divulgado pelo revendedor de produtos de segurança Vectra. Empregando sua ferramenta de detecção de ameaças, a empresa coletou metadados e tráfego de rede de 4,5 milhões de aparelhos de bancos e instituições financeiras no período de agosto do ano passado a janeiro desse ano.

O resultado foi preocupante, tendo sido encontrado o mesmo tipo do comportamento criminoso que antecedeu o grande ataque do ano passado, com o vazamento de milhões de números de carteiras de motoristas e da previdência social, endereços de e-mails e outras informações pessoais. Esse imenso roubo permaneceu sem ser notado por 78 dias.

Os túneis escondidos devem ser protegidos o tempo todo. Diversos desenvolvedores colocam buracos nas barreiras de proteção para fazer um acesso mais fácil para seus aplicativos, mas esses mesmos buracos podem ser explorados pelos hackers.

Na visão de Will LaSala, diretor de Soluções de Segurança da OneSpan, “ao empregar as ferramentas de desenvolvimento apropriadas, os desenvolvedores podem encriptar e formatar os dados que passam através desses buracos”, lembrando que às vezes a pressa de implementar novas funções para manter os consumidores ou
aumentar os negócios leva a situações nas quais um túnel escondido é criado e fica sem a necessária segurança.

O especialista recomenda o emprego pelos desenvolvedores de comunicação segura por meio de API (Application Programming Interface) por permitir que os dados sejam encriptados antes que a camada de rede seja aplicada, o que frequentemente protege os aplicativos de serem infectados por vírus que exploram esses buracos.

“A adoção de uma abordagem em camadas nas aplicações pode não somente parar os ataques em andamento, tais como esses visando os tuneis escondidos, mas também evitar que novas tentativas criminosas sejam bem-sucedidas contra um aplicativo protegido”, finaliza LaSala.

Fonte: ITForum 365

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Adquirentes

Os consumidores têm altas expectativas de seus aplicativos de banco digital

Redação Pagamento.me

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Os consumidores querem que os bancos façam mais do que apenas segurar seu dinheiro. Eles querem que seus bancos os ajudem a atingir suas metas financeiras.

De fato, um novo relatório de consumo da CSI mostra que 83% dos consumidores americanos concordam com essa afirmação. Esse número saltou para 87% para os consumidores com uma renda familiar anual de US $ 100.000 ou mais, sugerindo que esses consumidores não querem apenas que seus bancos os ajudem a atingir suas metas financeiras, mas também informam como fazê-lo.

Provavelmente, é por isso que tantos bancos lançaram recursos de gerenciamento de orçamento, ferramentas de PFM ou até mesmo consultores robóticos. Ainda ontem, o JPMorgan Chase revelou uma plataforma de investimento digital chamada You Invest, que permite aos clientes trocar até 100 ações e ETFs gratuitamente . Quando se trata de ferramentas orçamentárias, não há escassez disso. No início deste mês, o Bank of America  começou a distribuir e-mails de marketing apontando clientes para usar a assistente virtual Erica para ajudar nas tarefas de gerenciamento de orçamento. Na semana passada, o BBVA Compass revelou uma ferramenta financeira em parceria com o agregador de dados MX.

Essa ferramenta permite que os usuários acompanhem os gastos,orçamento, alcance metas de economia e automatize os pagamentos de contas. Em um painel especial em Nova York nesta semana, a Capital One reiterou seus esforços para ajudar os clientes a manter uma boa pontuação de crédito e melhorar seus hábitos de consumo por meio de sua ferramenta de pontuação de crédito, CreditWise. Até mesmo o consumidor, Marcus, da Goldman Sachs , percebeu o valor que uma oferta de GFP pode ter para seus clientes. Comprou a Clarity Money em abril. Falando nisso, Marcus lançou hoje no Reino Unido  hoje.

A boa notícia de acordo com a CSI Consumer Survey é que 86% dos americanos disseram que as atuais ofertas de serviços bancários digitais de suas IFs “satisfazem plenamente suas necessidades”. O relatório mostra que os consumidores em geral estão recorrendo aos pagamentos bancários e móveis digitais para transações diárias. O relatório constatou que mais de 4 em cada 5 consumidores estão “geralmente satisfeitos” com seu aplicativo bancário.

A Bank Innovation realizou uma pesquisa semelhante no início deste verão. Os resultados desta pesquisamostraram um sentimento semelhante, em que 36,7% dos 267 entrevistados disseram que estavam “muito satisfeitos” com seus aplicativos bancários, e 27,7% disseram que estavam “extremamente satisfeitos”, enquanto apenas 10,5% disseram que “não estavam” de todo satisfeito ”com isso.

Além disso, a pesquisa do CSI, que foi divulgada no início desta semana, mostra que uma grande parte dos usuários (49%) vê os pagamentos móveis como uma maneira mais segura de efetuar pagamentos do que usar cartões de débito ou crédito. Esse número salta para 57% para consumidores entre 18 e 44 anos.Ele cai para 33% para aqueles com 65 anos ou mais. No geral, no entanto, a pesquisa constatou que 81% dos entrevistados confiaram que seus bancos protegem adequadamente seus dados contra violações e hackers.

No relatório, Steve Powless, presidente e CEO da CSI, declarou:

Que embora a maioria esteja satisfeita com seus atuais serviços digitais, isso não significa que os bancos possam descansar sobre os louros. Com os consumidores esperando que os bancos antecipem suas necessidades, as instituições financeiras precisam constantemente inovar e educar seus clientes sobre as mais novas ferramentas disponíveis para atender às metas financeiras.

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Banco

Pagamento móvel na China mantém rápido crescimento

Leandro De Andrade

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Os pagamentos móveis na China mantiveram um rápido crescimento no segundo trimestre de 2018, mostraram os dados do banco central.

Os bancos do país processaram 14,92 bilhões de transações do tipo no período, um crescimento anual de 73%, de acordo com o Banco Popular da China.

As transações somaram 62,88 trilhões de yuans (US$ 9,15 trilhões), uma alta anual de 60%.

A indústria de pagamento online da China cresce rápido nos últimos anos em meio à crescente disponibilidade de smartphones.

Quanto às instituições não bancárias, os pagamentos online somaram 48,29 trilhões de yuans no segundo trimestre, um crescimento anual de 53,35%.

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