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Notícias de Pagamento

Charlotte Hogg nomeada executiva-chefe da Visa Europe

Leandro De Andrade

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A Visa nomeou a ex-vice-governadora e diretora de operações do Bank of England, Charlotte Hogg, como nova chefe de suas operações européias.

Charlotte Hogg embarca junto a gigante Visa em um momento crucial na estratégia de crescimento da empresa, depois que a americana Visa Inc adquiriu a empresa ano passado por US 23 bilhões para criar uma única empresa. Muitos bancos que possuíam a Visa Europe receberam grandes ganhos no mercado.

Hogg traz mais de 25 anos de experiência, tendo anteriormente liderado a distribuição de varejo para o Santander no Reino Unido e trabalhou na Experian como diretora-gerente de operações do Reino Unido e da Irlanda.

Al Kelly, diretor executivo da Visa Inc, comenta:

“A profundidade de experiência de Charlotte e as realizações notáveis ​​no mercado europeu em serviços financeiros serão um excelente complemento para nossa equipe de gerenciamento global. Ela liderará o esforço para expandir nossos relacionamentos no mercado e aproveitar a tremenda oportunidade de crescimento na região européia “.

A aquisição do negócio europeu aumentou a escala da Visa, ajudando na competição com o rival MasterCard. A Visa Europe já domina o mercado de cartão de débito no Reino Unido, com cerca de 80% dos volumes de cartão.

Gary Hoffman, presidente do conselho da Visa Europa, disse:

“A Visa está entrando em um capítulo muito emocionante em sua história, na qual a empresa tem uma oportunidade significativa para aproveitar novas inovações de pagamento, oferecer serviços de pagamentos diferenciados e criar novas parcerias”.

Contexto

A Visa recentemente assinou um acordo que permite que o PayPal emita cartões de débito na Europa. As duas empresas assinaram um acordo para colaborar em serviços de pagamento em todo o continente, colocando tensões competitivas para o segmento.

As empresas de cartões sofreram pressão sob a novidade do PayPal, o que permite o usuário efetuar pagamentos diretamente de suas contas bancárias, ignorando a rede do cartão. O negócio beneficia a Visa, tornando mais fácil para os clientes do PayPal pagar com o seu cartão Visa on-line ou através de um aplicativo para dispositivos móveis.

A concorrência está se aquecendo em toda a indústria, enquanto mais empresas estão se fundindo para alcançar a escala e se beneficiar com a eficiência de custos. Hogg chega durante um período de mudanças tumultuadas na tecnologia de pagamentos europeus.

Responsável pela comunicação do portal pagamento.me, apaixonado por marketing digital, mordido pela publicidade, metódico, realista, dedicado e pra sempre aprendiz.

Inovação

China coloca os dois pés em fintech no país.

Redação Pagamento.me

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tencent

A Tencent (gigante…gigante mesmo), anunciou a compra de 5% do Nubank (maior fintech brasileira).

Esse é um sinal claro, de que nenhum banco brasileiro (ou americano), será capaz de comprar a fintech brasileira no futuro. Era claro, pelo menos para os entusiastas de inovação e venture capital brasileiro. “Para comprar o Nubank, tem que ser alguém muito grande”. E não existe algum mercado com mais grana que os investidores chineses.

Por que a China coloca os dois pés em fintech no país? Por que eles já haviam comprado a 99 em sua totalidade. Agora entram de cabeça no Nubank, com U$200 milhões. Vale frisar que a 99 é fintech, já que o principal modelo é ganhar dinheiro (%) no fee com os pagamentos. 

Essa deve ser a hora em que os banqueiros da paulista devem se reunir e perguntar para as áreas de inovação: “Não é melhor olhar isso?”

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Adquirentes

Stone anuncia IPO.

Redação Pagamento.me

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Era esperado e agora, não é mais rumor. A Stone vai para o IPO.

O public filling de ontem (01/10/2018) anunciou a entrada da Stone na Nasdaq. Itaú BBA, Credit Suisse, Morgan Stanley, Bank of America Merrill Lynch, Goldman Sachs, JPMorgan e Citigroup vão coordenar a operação.

Números da Stone

TPV: 74 bilhões

Receita – 6 primeiros meses 2018: R$637 milhões

Market Share: 5,4%

Qtde de clientes: 200.000

A empresa fundada por André Street e Eduardo Pontes vai à Nasdaq nos próximos dias.

Acompanhe o filling completo nesse link.

 

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Inovação

Por que o Stripe vale U$20 bilhões?

Redação Pagamento.me

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Essa é uma pergunta que o mercado de pagamentos sabe reproduzir bem.

Depois do anúncio da rodada de U$245 milhões, impulsionando o valuation da empresa para U$20 bilhões, as coisas começam a ficar claras no mercado de pagamentos mundiais: vai haver uma consolidação. O Stripe (presente em mais de 130 países), vem fazendo uma ótima campanha de crescimento, com uma forte gestão, com um “produto matador”.

Não há combinação melhor, para uma empresa de tecnologia: mercado grande, produto de alta escala, que resolve problema.

stripe

O Stripe Terminal está no Beta. (Foto: Stripe)

Os concorrentes, Adyen, Paypal, Alipay entre outros, olham a empresa como um grande benchmarking, especialmente pelo drive do time em tecnologia. Alguns dos melhores engenheiros, data scientists, gerentes de produto e pessoas de finanças estão lá. E antes mesmo que os rumores de um possível IPO aconteça, os fundadores se preocupam em consolidar parte da estratégia de crescimento em novos mercados e agora, em POS inteligentes (Stripe Terminal). Isso é uma ameaça clara à Square e à FirstData (com o Clover).

Com pouco mais de 1300 colaboradores, o Stripe é uma baita empresa, com grande foco no usuário e em times de tecnologia. Fundada por imigrantes irlandeses em 2010, a empresa é um modelo de produto.

A empresa não divulga os números de processamento, faturamento, mas o mundo inteiro está de olho nessa super fintech que vem mostrando que o jogo mudou de mãos. E agora está mais claro, que não se trata de mais uma empresa “sexy do Vale do Silício”.

No Brasil, o Stripe ensaiou uma entrada tímida, há 3 anos, com um executivo brasileiro, só que o foco de mercados como a Europa e Ásia, dificultou o olhar para o Brasil. Para se ter uma ideia, no Brasil a solução veio sem boletos e sem parcelados (o Brasil não é fácil!) naquele momento. O aconteceu depois disso é que a empresa deu um passo para trás no país, remodelou a estratégia e que pelo que sabemos, vão voltar novamente com um novo modelo, focado em developers e na comunidade de tecnologia.

O Paypal, que adquiriu a Braintree, a Venmo e a IZettle é um caso clássico de tentativa de consolidação de mercados através de M&A. O Stripe adquiriu 7 empresas (não necessariamente de pagamentos), para adquirir inteligência não clientes. O negócio do Stripe é escalar onde mais dói. E isso eles sabem bem.

Recentemente, Uber e Google (!) anuciaram que vão usar o sistema de pagamentos da empresa. Isso vale U$20 bilhões.

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