Esse pode ser o ano do mercado de pagamentos no Brasil. Não bastante o IPO do Pagaseguro, a notícia quente desse primeiro mês de 2018 é a compra da Stelo pela Cielo.

Vem aí um ano quente para o mercado.

R$87,5 milhões por 70% da empresa

A Cielo vem se movimentando fortemente para preparar uma porrada para a aposta do Pagseguro, que mirou um mercado até então desprezado pelas gigantes: a do microempreendedor. Antes do advento das “moderninhas”, somente a empresa do UOL queria atender esse tipo de negócio, até então marginalizado por todo setor de pagamentos.

Foi aí que veio a primeira porrada: A Moderninha é case. A estratégia do Pagseguro levou a empresa, de um subadquirente de pequenos negócios para um adquirente do tamanho de um IPO.

Nessa onda, vieram as “marrozinhas”, “vermelhinhas” e todas “inhas” que o mercado possui, mas era tarde. O Pagseguro tinha tomado a fatia que precisava para a briga receber um concorrente de peso, para as líderes Cielo, Rede e Getnet.

Não é segredo também, que a iniciativa da Stone (uma das novas e já forte) vem “comendo” um mercado importante no país. Especialmente no e-commerce e em negócios digitais. É uma grande aposta para IPO também, só que lá fora.

Novatas “esquentam a chapa”

Antes do final dessa história, que vem com fortes emoções pela frente, a Cielo desceu alguns andares do edifício situado na Al. Xingu, em Alphaville, para comprar o controle da Stelo. E não foi só isso. Já tem algum tempo que a Cielo vem fazendo um movimento forte de entregar uma solução mais a frente do setor. Parte dessa teoria foi o movimento de trazer a Braspag (gateway de pagamento do grupo) para dentro da operação e e-commerce e de ter despejado um caminhão de dinheiro para lançar a plataforma LIO, que teve desafios de estratégia.

stelo

Equipe da Stelo no Innovation Pay.

Enquanto as grandes tropeçam, as novas e novos entrantes, avançam forte na ineficiência das grandes. É o caso de Adyen, que vem dando bom trabalho para adquirentes consolidados, Moip (Wirecard), que investiu forte em infra para soluções on-line e Vindi, uma novata que já processa bilhões e está independente no mercado, até agora. Nessa combinação, Worldpay, Safrapay e Adiq adicionam um tempero maior.

Chapa quente.

Azulzinha? É o que parece.

A Stelo, fundada em 2014, também passou por grandes desafios internos: de gestão, mercado e até de tecnologia. Era a aposta da Elopar (holding das “Elos”) para processar pagamentos on-line no e-commerce. Agora vai dentro da Cielo, ao que tudo indica, potencializar o nascimento da “azulzinha” para combater a Moderninha e outros players do setor.

Vem um ano agressivo pela frente.

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