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Empresário fatura R$500 mil ajudando lojistas a evitar prejuízos em vendas com cartão de crédito

Redação Pagamento.me

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Marcos Tadeu Ferreira Gomes lançou o software Conciliador, que verifica se o valor creditado pelas administradoras de cartão coincide com o das vendas realizadas.

É até difícil encontrar algum comércio que não aceite pagamento em cartões de crédito ou débito quando você vai fazer alguma compra. Foi pensando neste cenário que Marcos Tadeu Ferreira Gomes, 49, enxergou uma oportunidade de negócio.

empresário, que é formado em computação, percebeu que os comerciantes tinham dificuldade em fazer a checagem dos valores creditados pelas empresas de cartões. “Os lojistas não tinham como conferir todas as transações. Eles acreditavam que recebiam tudo o que vendiam, mas não tem como garantir isso”, diz Gomes.

Além dos erros no repasse das vendas, Tadeu ouviu relatos de fraudes em que alguém trocava a máquina de passar o cartão, de forma que o dinheiro da venda ia para a pessoa que aplicou o golpe e não para o lojista.

Foram dois anos desenvolvendo o Conciliador até ele ser lançado em 2014. O software analisa as vendas efetuadas por meio de cartões e confere se o valor correto entrou na conta. O lojista recebe um relatório diário para verificar as vendas. “Foi ótimo porque consegui unir o sonho de trabalhar com tecnologia e ajudar pequenos lojistas”, afirma Gomes, que diz ter tido uma boa recepção de seu produto desde o começo.

Os primeiros clientes foram clubes esportivos, como o Cruzeiro, que tinha problemas com o cancelamento de vendas de ingressos para jogos com o cartão de crédito. Nestes casos, muitos torcedores ainda conseguiam ir aos jogos mesmo tendo cancelado o pagamento. “Nós conseguimos cancelar o ingresso automaticamente e o torcedor não consegue mais entrar sem pagar.”

O custo da ferramenta online é de R$ 300 para a adesão e, mensalmente, de R$ 200. Com mais de 5 mil clientes, o faturamento está em cerca de R$ 500 mil por mês.

A Concilia, empresa que oferece o Conciliador, também está investindo na abertura de franquias. “Queremos captar pessoas que queiram abrir um escritório para dar consulta sobre negócios e vender o serviço do Conciliador.”, diz Gomes.

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

O site Pagamento.me é um canal independente de notícias e tendências do mercado de meios de pagamento.

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5 tendências para o mercado de fintechs

Redação Pagamento.me

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O mercado de fintechs está mais aquecido do que nunca. Só no Brasil, Segundo dados do mapeamento Radar Fintech Lab, são 453 startups focadas em soluções financeiras. Movimento que só deve crescer nos próximos anos.

Para Bruno Diniz, professor no curso de Fintech da Fundação Getulio Vargas e especialista no ecossistema de fintechs, o mercado brasileiro vive um momento importante.

“As inovações chegam para que tenhamos um mercado financeiro mais democrático.”

Diniz se apresentou durante o Seminário Fintechs – Novas soluções financeiras para o seu negócio, realizado nesta terça-feira, 21 de agosto, na sede da Fiesp, em São Paulo.

Segundo Diniz, o Brasil vive um ambiente regulatório que começa a favorecer as soluções financeiras. Em abril deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou um regulamento que aprova a atividade das fintechs de crédito, permitindo que as empresas de tecnologia atuem sem vínculo com instituições financeiras. “Estamos passando por uma grande oportunidade”, afirma.

“Dado o potencial do mercado de pequenas e médias, acredito que ainda existam poucos players. Quem explorar isso poderá aproveitar uma boa fatia”, diz o professor.

Na sua visão, essas empresas mudaram a relação do mercado financeiro com os seus clientes. “Ao contrário de instituições mais tradicionais, que costumavam ditar as regras, as fintechs visam atender necessidades específicas das pessoas.”

De olho nisso, Diniz aproveitou o painel para listar algumas das principais tendências para o mercado de fintechs:

Parceria

Um movimento que já vem acontecendo em ecossistemas mais maduros, como o de Londres, Nova York, Vale do Silício e Hong Kong, é o de parcerias entre fintechs. Em vez de desenvolverem soluções que cobrem diversos problemas, empreendedores de diferentes empresas estão se juntando para atender seus clientes de maneira plana. “São as fintechs se complementando para ajudar o consumidor”, afirma Diniz.

Fintechs internas

Outra alternativa que o mercado encontrou é investir em fintechs internas, como é o caso do Bradesco com a startup Next. “O Goldman Sachs criou sua própria fintech e outras começam a investir internamente em empreendedores com soluções inovadoras.” Segundo Diniz, o movimento deve crescer dentro do Brasil nos próximos anos.

Negócios das redes sociais

Com o avanço do interesse das empresas que fazem parte do GAFA (sigla que faz referência ao Google, Amazon, Facebook e Apple) nas fintechs, há oportunidades no caminho. Diniz cita os exemplos de como o Google e a Apple têm investido em carteiras digitais. “Nos EUA, o Facebook já realiza transações financeiras pelo seu aplicativo. As startups devem estar atentas para fazer negócios com essas gigantes.”

Crédito

No Brasil, o momento é das startups de crédito. Com a nova regulamentação, Diniz acredita que o mercado financeiro está repleto de oportunidades. “As pessoas jurídicas seguem mal servidas. Acho que há um bom mercado dentro desse setor.” Já nas alternativas de investimento, o professor acredita que soluções que envolvem criptomoedas podem se sobressair.

Versão fintech

Para Diniz, startups que atuam em outras áreas devem pensar como fintechs – ou oferecer soluções financeiras em suas plataformas. As startups voltadas para o agronegócio, por exemplo, têm potencial para adicionar transações financeiras dentro de suas soluções. “Veja a 99, por exemplo, uma empresa de mobilidade, que também atua como fintech.”

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

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Banco Inter vazou dados de quase 20 mil clientes, diz investigação do MP.

Redação Pagamento.me

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banco inter

O Banco Inter vazou dados pessoais de 19.961 correntistas, de acordo com uma investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A Comissão de Proteção dos Dados Pessoais moveu nesta segunda-feira (30) uma ação civil pública contra a instituição financeira, que pode ser condenada a pagar uma indenização de R$ 10 milhões.

Vazamento de dados do Banco Inter

A história começou em maio, quando um hacker divulgou um arquivo criptografado de 40 GB que supostamente teria informações pessoais de clientes do Banco Inter. Dados como senha, código de segurança (CVV), e-mail, telefone e endereço, bem como CPF, RG, CNH, declaração de imposto de renda e fotos de cheques para compensação via aplicativo estariam no vazamento.

Na época, o banco declarou que “não houve invasão e tampouco comprometimento dos sistemas de segurança”. Em comunicado ao mercado, afirmou que a notícia do vazamento era “inverídica, com conteúdo técnico questionável e impreciso, publicada com o objetivo exclusivo de prejudicar a reputação do banco”. Disse ainda que a divulgação de “notícias falsas ou fatos verdadeiros truncados ou deturpados” a respeito de instituição financeira era crime.

Investigação do MPDFT e do Banco Central

Após uma investigação, o MPDFT “constatou o comprometimento dos dados cadastrais de 19.961 correntistas do Banco Inter”, sendo que “13.207 contêm dados bancários, como número da conta, senha, endereço, CPF e telefone”. Correntistas de outros bancos que fizeram transações com clientes do Inter também foram afetados. O MPDFT confirmou ainda que houve vazamento da chave de criptografia privada do banco.

“O Banco Central do Brasil confirmou o incidente de segurança, bem como o Centro de Proteção, Análise, Difusão e Segurança da Informação – CI deste Ministério Público constatou que os certificados contidos no arquivo são relativos ao Banco Inter e são compatíveis com as chaves pública e privada”, diz o MPDFT na ação civil pública.

Vazamento de chave de criptografia privada do Banco Inter

Censura contra pesquisador de segurança

Na ação, o MPDFT informa que uma das testemunhas “supostamente foi ameaçada por representantes do Banco Inter para encerrar uma investigação informal que realizava sobre o incidente de segurança”. A vítima teria recebido um telefonema em seu celular pessoal de um homem ligado aos acionistas da instituição financeira, que é controlada pela construtora MRV.

“Disse que o banco me acusaria como o invasor (criminoso), que eu sofreria busca e apreensão de bens meus, que minha reputação profissional seria maculada, que eu teria grandes despesas com advogado dentre outras consequências negativas. […] Um dos trechos que mais me chamou a atenção foi ele me dizer que ‘(…) você não trabalha para a imprensa, não tem sigilo de fonte, não tem proteções que a imprensa tem’. Foi uma clara ameaça”, disse a vítima em depoimento ao MPDFT.

Indenização por danos morais coletivos

Em nota, o MPDFT pede que a ação seja julgada com a condenação do Banco Inter em R$ 10 milhões, a título de indenização por danos morais coletivos, “em razão de não ter tomado os cuidados necessários para garantir a segurança dos dados pessoais de seus clientes e não clientes”. Caso o banco seja condenado, o valor será revertido ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD).

O promotor de justiça Frederico Meinberg diz que “as tentativas de encobrir o incidente de segurança, promovidas pelo Banco Inter, geraram prejuízos morais e insegurança aos clientes, não clientes, investidores, acionistas, ecossistemas de Fintechs e Startups brasileiros de dados, bem como na confiabilidade da migração dos serviços de processamento, armazenamento e de computação em nuvem das instituições financeiras”.

Fonte: TecnoBlog

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Aspectos gerais da lei de proteção de dados no Brasil

Redação Pagamento.me

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No último dia 10 de julho o plenário do Senado Federal aprovou, por unanimidade, o PLC 53/2018, que, caso venha a ser sancionado pelo Presidente da República, será a primeira normativa brasileira a legislar o tratamento de dados pessoais de forma geral, o que atualmente ocorre de forma esparsa em setores específicos.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é resultado de um longo debate legislativo.  Uma vez sancionado, esse importante marco legal colocará o Brasil no mesmo patamar legislativo de outras potências mundiais, como é o caso dos países da União Europeia, cuja regulamentação sobre proteção de dados, a General Data Protection Regulation (GDPR), entrou em vigor em maio deste ano, trazendo uma série de modificações quanto ao modo como os dados dos cidadãos europeus são tratados no mundo inteiro.

A LGPD brasileira foi fortemente influenciada pelo regulamento europeu, como se pode observar na figura do “Encarregado da Proteção de Dados Pessoais” (equivalente ao Data Protection Officer da GDPR), que precisa ser nomeado por todas as empresas responsáveis por tratamentos de dados.  Outras similaridades entre as leis brasileira e europeia são a necessidade de autorização expressa do detentor do dado para seu tratamento e as sanções de alto valor monetário (a LGPD prevê multa de até R$ 50 milhões por infração).

Do ponto de vista material, a LGPD será aplicável a qualquer pessoa, natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realize tratamento de dados pessoais em território nacional ou que utilize dados de indivíduos localizados no território nacional ou coletados em território nacional. A lei se aplica, ainda, nos casos em que a atividade de tratamento de dados pessoais tenha por objetivo ofertar bens ou serviços em território nacional.

O uso de dados pessoais por pessoa natural para fins particulares e não econômicos, assim como o uso para fins jornalísticos, artísticos e acadêmicos, não está sujeito às restrições da LGPD.

Caso a LGPD seja sancionada sem alterações, o período de adaptação será de 18 meses – inferior ao do GDPR na União Europeia, que foi de 2 anos.  A nova regulamentação demandará esforços significativos de adequação, mas certamente trará benefícios em termos de uma maior segurança quanto ao uso correto e consentido dos dados de cidadãos e empresas, além de facilitar a troca de informações e a realização de transações com países que já possuem esse tipo de regulação.

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