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Inovação

Gigantes de tecnologia ameaçam bancos, diz BIS

Redação Pagamento.me

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Em relatório divulgado, ‘banco central dos bancos centrais’ alertou setor para concorrência com fintechs e empresas como Google, Apple e Facebook

O Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) entrou oficialmente pela primeira vez na discussão sobre a chegada de grandes plataformas digitais no setor financeiro, um assunto que vem ganhando cada vez mais espaço na comunidade internacional bancária.

“As chamadas ‘gigantes de tecnologia’ são grandes. Elas já contam com a infraestrutura de tecnologia de informação necessária, habilidades analíticas, recursos financeiros e uma base de clientes estabelecida para corroer a participação de mercado dos bancos”, trouxe o Relatório Econômico Anual, divulgado ontem pela instituição.

O documento não cita nomes e marcas, mas está claramente referindo-se a gigantes do setor de tecnologia, como Google, Apple e Facebook, por exemplo, que já mostraram interesse no setor. “Embora existam muitos benefícios dos avanços tecnológicos, incluindo serviços financeiros mais eficientes, eles também significam ameaças potenciais ao atual sistema monetário e financeiro”, avaliou o diretor-geral do BIS, Agustín Carstens, em discurso feito ontem na Basileia.

O número 1 do BIS salientou ser essencial considerar as rápidas mudanças que os avanços tecnológicos trouxeram nos serviços financeiros. “É um grupo que não inclui apenas fintechs (startups de serviços financeiros), mas, talvez mais importante, as grandes empresas de tecnologia. Estas poderiam corroer as avaliações dos operadores históricos e representar ameaças existenciais. Estamos vendo os primeiros sinais, mas podemos estar no limiar de um novo paradigma”, alertou.

Menor custo. No relatório, a análise é de que as inovações permitem que os bancos explorem melhor as economias de escala e reduzam custos. Por outro lado, ele enfatizou que as expectativas dos clientes estão mudando – e com elas, a natureza dos concorrentes dos bancos. “O varejo, em especial, pede cada vez mais uma ‘experiência perfeita para o cliente’”, trouxe o documento. O BIS avaliou que a mudança para as plataformas de internet com múltiplas finalidades convida novos concorrentes para o setor.

Para o banco central dos bancos centrais, a chegada de grandes concorrentes tecnológicos pode exigir cooperação entre reguladores de diferentes áreas e países para preservar condições equitativas (“mesmo risco, mesma regulamentação”), sem restringir a inovação tecnológica. Um exemplo é a simetria de restrições à acumulação, uso e compartilhamento de dados de clientes para bancos e não bancos.

Fonte: Estadão

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Banco

Banco checo introduz biometria de voz para autenticação de clientes em call center

Redação Pagamento.me

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O maior banco da República Tcheca, Česká spořitelna, lançou a tecnologia de biometria de voz da Nuance Communications, permitindo que os clientes se identifiquem simplesmente falando.

A tecnologia significa que os clientes da Česká, propriedade do Erste Bank, não precisam mais lembrar de respostas para questões de segurança, PINs ou senhas. 

Em vez disso, eles são autenticados por meio de conversas naturais com um agente de call center, com a tecnologia da Nuance trabalhando em segundo plano para medir as características físicas e comportamentais das vozes dos chamadores, combinando-as com gravações de voz exclusivas gravadas. 

“A tecnologia elimina a inconveniência da autenticação. Ela será mais rápida, mais segura e mais fácil para os clientes do que ter muitas senhas diferentes. Isso também significa que nossos colegas podem se concentrar em ajudar os clientes com suas necessidades bancárias em vez de lidar com senhas”, diz Bohuslav Hruša, especialista em infra-estrutura digital, Česká.
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Inovação

1 milhão de pessoas testam o serviço de pagamentos do WhatsApp na Índia

Redação Pagamento.me

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O WhatsApp anunciou que quase um milhão de pessoas na Índia estão testando o serviço de pagamentos do WhatsApp.

A empresa está trabalhando com o governo da Índia, NPCI e vários bancos para expandir o recurso para mais usuários, de acordo com funcionários da empresa citados pela Moneycontrol.

O serviço de pagamento WhatsApp está em testes beta nos últimos meses de 2018. A empresa, que pertence ao Facebook, ainda não anunciou uma data de lançamento, mas os observadores da indústria esperam que isso aconteça em breve, como afirma a publicação on-line.

O WhatsApp recebeu permissão da NPCI para associar-se a bancos para facilitar transações financeiras via UPI (Unified Payments Interface). O Banco da Reserva da Índia obrigou todos os operadores de sistemas de pagamento a garantir que os dados relacionados aos pagamentos sejam armazenados apenas na Índia, dando às empresas seis meses para cumpri-las.

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Banco

10.000 empregos podem ser perdidos para robôs segundo Citi

Leandro De Andrade

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O banco norte-americano Citi alertou que poderá eliminar metade de seus 20 mil funcionários de tecnologia e operações nos próximos cinco anos devido ao aumento da robótica e da automação.

A previsão foi feita pelo presidente e diretor executivo do grupo de clientes institucionais do banco, Jamie Forese, que foi entrevistado pelo Financial Times (FT).

Os 20.000 funcionários operacionais representam mais de 40% do total de funcionários do banco e são “mais férteis para o processamento de máquinas”, de acordo com a Forese.

Ele não é o primeiro a prever perdas de emprego em massa como resultado da automação. O chefe do Deutsche Bank, John Cryan, divulgou uma advertência semelhante em 2017, sugerindo que metade de sua força de trabalho poderia ser substituída por robôs. Enquanto isso, um relatório de 2016 do Fórum Econômico Mundial previu que os avanços na automação levarão à perda de mais de 5 milhões de empregos em 15 grandes economias desenvolvidas e emergentes até 2020.

Os comentários de Forese, no entanto, representam uma previsão mais dramática de possíveis perdas de emprego do que no passado. De acordo com a pesquisa do FT, 60 mil empregos foram perdidos para automação em oito dos dez principais bancos de investimento entre 2007 e 2017.

Os comentários de Forese foram repetidos por outros líderes bancários entrevistados pelo FT.

“Hoje há tantas funções que a tecnologia já substituiu e não vejo por que essa jornada deve terminar tão cedo”, disse Richard Gnodde, diretor da Goldman Sachs International.

E o chefe do banco de feridos do Barclays, Tim Thorsby, acrescentou que qualquer pessoa cujo trabalho envolva “muito bater no teclado” é “menos propenso a ter um futuro feliz”.

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