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INNOVATION PAY – O evento de pagamentos focado na inovação!

Redação Pagamento.me

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Dia 02/12 de 2016 foi um dia muito especial.

Realizamos o Innovation Pay e isso cravou uma bandeira importante no segmento, especialmente se tratando de inovação. Com um dia inteiro de palestras, painéis e um Demoday Fintech, o evento premiou com conteúdo relevante, as 400 pessoas presentes. As fotos oficiais do evento estão nesse link: Fotos Oficiais Innovation Pay.

Veja o resumo do evento abaix.

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Innovation Pay 2016. Foto: Pagamento.me

Para ter uma dinâmica melhor, ilustramos abaixo como foi cada parte do evento.

Luciano Pires – o host

O início do evento teve o anúncio do host Luciano Pires, que conduziu o dia todo do evento. Apresentando todos convidados e palestrantes e também oferecendo pequenas pílulas de conhecimento entre cada tracking. Fundador do Café Brasil, Luciano é um escritor e palestrante de peso. Foi nessa pegada, a decisão de convidá-lo.

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Luciano Pires abre o evento. Foto: Pagamento.me

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Provocações de Luciano Pires. Foto: Pagamento.me

Marcelo Mattar – Samsung Pay

O primeiro convidado veio para falar de mobile payment e a mudança de consumo, que cada pessoa passou, depois da popularização dos smartphones. Marcelo Mattar, da Samsung, abriu o evento com dados da Samsung Pay e de como as pessoas podem pressionar os varejistas para uma nova forma de pagar. Uma baita aula de mobilidade!

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Marcelo Mattar da Samsung. Foto: Pagamento.me

Sergio Kulikovsky – Acesso

Fundador da Acesso, Sérgio tem um histórico de empreendedorismo interessante. Segundo a subir no palco, o presidente da Acesso, mostrou o porquê da Acesso ser um dos grandes cases fintechs do país. Com 420 mil cartões emitidos, R$150 milhões de recargas mensais e 2 milhões de transações, a empresa fundada em 2010, já é o maior nome em pré-pago do país. Está na hora de alguém de fato cuidar dos desbancarizados.

Pelo histórico do Sérgio e da Acesso, o caminho é bom.

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Sérgio Kulikovsky da Acesso. O negócio bilionário dos pré-pagos. Foto: Pagamento.me

Tom Canabarro – Konduto

Em uma das palestras mais elogiadas do dia, Tom – fundador da Konduto, mostrou como funcionam as fraudes on-line e como ela vira um transtorno para lojistas em todo mundo. Segundo o empreendedor, a cada 26 compras, uma é tentativa de fraude. E foi categórico: “não existe fraude zero, mas é possível reduzir sempre!”

A Konduto é uma das poucas empresas a usar inteligência artificial de fato, em suas soluções.

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Tom Canabarro: combate às fraudes usando inteligência artificial. Foto: Pagamento.me

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Tom da Konduto, faz o teste em tempo real de checagem de fraudes. Foto: Pagamento.me

Thais de Gobbi – Machado Meyer

Com um dos escritórios de advocacia mais importantes do país, a Machado & Meyer vem fazendo um trabalho muito importante com as fintechs, especialmente em assessorá-las na regulamentação. Thaís de Gobbi, uma das especialistas em regulamentação de fintechs do país, subiu no palco para explicar qual o tamanho do desafio para startups dessa natureza. Temas como moedas virtuais, empréstimos, pagamentos e investimento, estiveram presentes no papo da Thaís com os participantes.

Ao descer do palco, antes do intervalo, a Thaís foi procurado por diversos empreendedores presentes.

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Thais de Gobbi, da Machado & Meyer. – Foto: Pagamento.me

Gilmar Hansen – Clearsale

A Clearsale é o maior antifraude do mercado brasileiro. Pioneira e líder, a empresa ajudou a levantar o Innovation Pay. Em processo de internacionalização, a empresa que há tempos ajuda o e-commerce no Brasil, mostrou porque lidera esse negócio de antifraude no país. Hansen, também ilustrou o movimento Compre & Confie, que promove a conexão de pessoas e empresas para o combate às fraudes.

Foto: ilustração Pagamento.me

A Clearsale tem cara de unicórnio.

O Cavalo e o Panda – Sax in the Beats

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Sax in the Beats on the Stage. Foto: Pagamento.me

O Cavalo e o Panda (na verdade o Sax in the Beats) animaram os intervalos e início de cada café. Foi um dos pontos altos do evento, que seguiu com uma dinâmica de apresentações, painéis, premiações e também com forte networking nos espaços do hotel.

O sucesso foi tanto, que as pessoas pediram para eles subirem no palco principal.

José Prado – Conexão Fintech

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José Prado – fintechs são uma realidade. Foto: Pagamento.me

O José Prado foi convidado pela organização do Innovation Pay para ilustrar a mudança da tecnologia financeira e como as fintechs estão pressionando os bancos a se reorganizarem. Além disso, Prado apresentou o início do Demoday das Fintechs de Pagamento. Numa apresentação bem importante do dia, Prado lançou provocações no público, que fez com que todos ficassem grudados no palco.

DEMODAY – FINTECHS

Nossa ideia inicial era trazer algumas startups de pagamento que mais impactam o movimento atual do setor. Decidimos por fazer uma competição de startups, com uma votação em tempo real, para premiar a fintech mais bem avaliada durante a apresentação da competição. As fintechs Moneto, Aceita Fácil, IDwall, Pop Recarga, Tá Pago, Bit.One e seus fundadores, subiram no palco para falar durante 5 minutos sobre suas empresas. Também foi aberto um tempo para três perguntas da platéia para eles.

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Votação do Demoday Fintechs – Innovation Pay. Foto: Pagamento.me

No final, as fintechs Pop Recarga e IDwall foram as mais votadas do público presente e dividiram o prêmio de R$3 mil reais que foi oferecido pelos patrocinadores.

Lincoln Ando – IDwall

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Lincoln do IDwall deixa todos da platéia curiosos. Foto: Pagamento.me

Vencedora do 1º Demoday Fintechs – Innovation Pay, a startup IDwall impressionou os 400 presentes do evento. Focada na checagem de dados críticos, KYC e processos de prevenção a fraudes, a fintech explicou porque os bancos, adquirentes e empresas do setor estão procurando as soluções deles.

Júlio Figueiredo – Pop Recarga

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Julio da Pop Recarga – apresentação vencedora do Demoday. Foto: Pagamento.me

Numa apresentação bem dinâmica e bem humorada, a Pop Recarga passou bem a mensagem do porque terem a missão de ajudar milhões de brasileiros sem conta em banco. Com um forte apelo social, Júlio e a Pop, deram o recado tão forte, que a platéia validou: a Pop Recarga foi a outra vencedora do 1º Demoday Fintechs – Innovation Pay.

Um dos pontos altos do evento.

Marcos Arruda – Moneto.

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Arruda da Moneto. Bom ficar de olho. Foto: Pagamento.me

Arruda, tem uma larga experiência em pagamentos. Foi um dos co-criadores da Boldcron (vendida para a Uol) e também é um dos realizadores da Concil, plataforma de conciliação líder do segmento. Não podíamos esperar nada diferente, a não ser uma startup com cara de gigante, que é o caso da Moneto.

Impressionante, Arruda.

Claudio Meinberg – Aceita Fácil

Um sub-adquirente diferente subiu no palco do Innovation Pay. Meinberg, fundador do “Aceita”, criou uma infraestrutura completa para facilitação de pagamentos e despertou um dos momentos mais participativos por parte da platéia.

Claudio Meinberg, Aceita Fácil. Foto: Pagamento.me

Com uma apresentação focada na solução e no problema de soluções no país, Meinberg exemplificou os principais desafios em se receber pagamentos hoje em dia e deu o tom: facilitar pagamentos é nosso negócio.

Thiago Augusto – Bit.One

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Thiago da Bit.One. Bitcoins, Blockchains e futuro. Foto: Pagamento.me

A Bit.One é daquelas que sobem no palco para incendiar. Thiago, fez uma apresentação bem bacana sobre a fintech, mas também colocou o tema bitcoin/blockchain como pano de fundo para ilustrar as oportunidades do momento atual no mundo.

Incendiou a platéia, tanto que faltou tempo para tantas perguntas do público.

Vinicius Amorim – Tá Pago

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Vinicius da Tá Pago, uma fintech de respeito. Foto: Pagamento.me

A Tá Pago tem cara de grande. Mesmo.

Vinicius Amorim, o fundador da empresa mostrou como a fintech conseguiu em pouco tempo criar uma solução completa para a gestão de benefícios (Alimentação, Refeição e Convênio). Num mercado monopolizado como o de benefícios, foi clara a surpresa dos participantes, por constatarem que uma fintech pode ter a agilidade e inovação que gigantes não conseguem.

Fiquem de olho nessa fintech.

Inovação, Ruptura e Regulamentação

A tarde foi marcada pelos três temas do título. Depois da chacoalhada do Demoday Fintechs, foi a hora do Google, Banco Central, Stone e cia, assumirem o palco.

Guilhermo Bressane – Google

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Quando o Google se interessa por um setor…Foto: Pagamento.me

“Quando o Google faz presença, o peso do evento aumenta”. Essa foi uma das expressões ouvidas nos bastidores do Innovation Pay. Convidamos o Guilhermo Bressane, que é Head de Finanças do Google e que trouxe um dos pontos máximos do evento. A visão do Google e do próprio Guilhermo fez com que 400 pessoas ficassem em silêncio.

Todos ávidos para entender que esse negócio de pagamentos, não é só coisa de meios de captura.

Vanessa Fialdini  – Fialdini Advogados

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Vanessa Fialdini – regulamentação de responsa. Foto: Pagamento.me

A Vanessa Fialdini, é uma das melhores colaboradoras do portal Pagamento.me. Não foi diferente também no evento. A advogada, que é uma das maiores especialistas em adquirência / sub-adquirência de pagamentos no Brasil, abriu uma das trackings mais esperadas do dia: a do Banco Central.

Vanessa ilustrou o momento atual do setor e conduziu o primeiro bloco da regulamentação.

Fábio Lacerda – Banco Central

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A surpresa do dia: Fábio Lacerda do Bacen. Foto: Pagamento.me

Numa das palestras mais bem avaliadas do evento, o Diretor do Banco Central Fábio Lacerda, quebrou o gelo literalmente. Enquanto todos esperavam uma apresentação nos moldes governamentais, Lacerda trouxe uma visão muito rica sobre regulamentação. Inclusive provocou uma das discussões de maior impacto do dia.

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Painel sobre regulamentação de pagamentos. Foto: Pagamento.me

O público ficou impressionado com o domínio e com a transparência com que o Banco Central vem tratando um tema tão importante para o setor.

Augusto Lins (Stone), Alan Chusid (Neon), Rodrigo Dantas (Vindi) e J. Renato Hopf (4all) – Painel – Novos Entrantes

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Painel novos entrantes. Foto: Pagamento.me

Momento muito esperado do dia (e último bloco) o painel dos novos entrantes não poderia ser mais bem representado. O painel foi conduzido pelo Rodrigo Dantas, da Vindi. A visão de três inovadores (e pioneiros) do mercado de pagamentos, fechou com chave de ouro a tarde do evento.

Os principais assuntos abordados foram: quebra de monopólio, regulamentação,  tirar um negócio do zero e brigar com gigantes. Foi assim com os três convidados do painel, que em seus segmentos, tiveram que abrir caminho para criar um novo mercado ou uma nova ordem em seus setores.

Painel de peso. Foto: Pagamento.me

José Renato (co-fundador da Getnet e 4all) tem no histórico a abertura do mercado de cartões no país, onde só existiam dois únicos players no mercado de adquirência. Lins, diretor da Stone, também carrega nas costas a compra de uma gigante (como a Elavon) e o novo momento do mercado de adquirência no país. O jogo mudou.

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José Renato Hopf, um inovador e pioneiro. Foto: Pagamento.me

Para o Banco Neon, um banco fora da curva e criado por jovens, a história também não é fácil – num mercado tão consolidado como os dos bancos. Alan Chusid, diretor do Neon – falou sobre os desafios de se criar um banco digital e também sobre a relação do Neon com os órgãos, concorrentes e clientes.

Em todo momento, o elemento mais presente no painel era o da ruptura entre o velho e o novo. Da tão citada disrupção. Brigar com gigantes estabelecidos (e com um recurso infinito) nem sempre é uma boa luta, mas é de fato, uma oportunidade para quem tem coragem e determinação.

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Augusto Lins, da Stone. Foto: Pagamento.me

A frase dita pelo Jose Renato Hopf, durante o painel, ilustra bem o que a maioria dos presentes no evento acredita:

“Crie o mercado, a regulamentação acompanha você”.

Inovação é isso.

Rodrigo Dantas – Vindi

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Rodrigo Dantas, Vindi. Foto: Pagamento.me

O último a subir no palco do evento foi o Rodrigo Dantas, da Vindi, que trouxe o tema futuro para o Innovation Pay. Vender sempre, aprovar mais ou liderar um setor já não é mais exclusividade de grandes conglomerados. Esse foi o principal pilar da apresentação de Dantas, que frisou bem como grandes empresas morrem e se perdem na cegueira corporativa.

“A economia da recorrência, do compartilhamento e o surgimento de novas tecnologias, vão impulsionar cada vez mais o nascimento de novas empresas e a distribuição das soluções que ameaçam os negócios tradicionais”, segundo Dantas.

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Já estamos na pré-produção do evento. Fique de olho! A segunda edição tem data, local e formato.

Fique ligado em: http://innovationpay.com.br/

Perguntamos no fim do evento, se tinha sido “um bom dia” e quem iria sair dali com a cabeça diferente. Tá aí uma foto que ilustra bem o primeiro Innovation Pay.

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Encerramento. Foto: Pagamento.me

Nos vemos lá novamente!

Fique ligado: http://innovationpay.com.br/

O site Pagamento.me é um canal independente de notícias e tendências do mercado de meios de pagamento.

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Empresário fatura R$500 mil ajudando lojistas a evitar prejuízos em vendas com cartão de crédito

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Marcos Tadeu Ferreira Gomes lançou o software Conciliador, que verifica se o valor creditado pelas administradoras de cartão coincide com o das vendas realizadas.

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5 tendências para o mercado de fintechs

Redação Pagamento.me

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O mercado de fintechs está mais aquecido do que nunca. Só no Brasil, Segundo dados do mapeamento Radar Fintech Lab, são 453 startups focadas em soluções financeiras. Movimento que só deve crescer nos próximos anos.

Para Bruno Diniz, professor no curso de Fintech da Fundação Getulio Vargas e especialista no ecossistema de fintechs, o mercado brasileiro vive um momento importante.

“As inovações chegam para que tenhamos um mercado financeiro mais democrático.”

Diniz se apresentou durante o Seminário Fintechs – Novas soluções financeiras para o seu negócio, realizado nesta terça-feira, 21 de agosto, na sede da Fiesp, em São Paulo.

Segundo Diniz, o Brasil vive um ambiente regulatório que começa a favorecer as soluções financeiras. Em abril deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou um regulamento que aprova a atividade das fintechs de crédito, permitindo que as empresas de tecnologia atuem sem vínculo com instituições financeiras. “Estamos passando por uma grande oportunidade”, afirma.

“Dado o potencial do mercado de pequenas e médias, acredito que ainda existam poucos players. Quem explorar isso poderá aproveitar uma boa fatia”, diz o professor.

Na sua visão, essas empresas mudaram a relação do mercado financeiro com os seus clientes. “Ao contrário de instituições mais tradicionais, que costumavam ditar as regras, as fintechs visam atender necessidades específicas das pessoas.”

De olho nisso, Diniz aproveitou o painel para listar algumas das principais tendências para o mercado de fintechs:

Parceria

Um movimento que já vem acontecendo em ecossistemas mais maduros, como o de Londres, Nova York, Vale do Silício e Hong Kong, é o de parcerias entre fintechs. Em vez de desenvolverem soluções que cobrem diversos problemas, empreendedores de diferentes empresas estão se juntando para atender seus clientes de maneira plana. “São as fintechs se complementando para ajudar o consumidor”, afirma Diniz.

Fintechs internas

Outra alternativa que o mercado encontrou é investir em fintechs internas, como é o caso do Bradesco com a startup Next. “O Goldman Sachs criou sua própria fintech e outras começam a investir internamente em empreendedores com soluções inovadoras.” Segundo Diniz, o movimento deve crescer dentro do Brasil nos próximos anos.

Negócios das redes sociais

Com o avanço do interesse das empresas que fazem parte do GAFA (sigla que faz referência ao Google, Amazon, Facebook e Apple) nas fintechs, há oportunidades no caminho. Diniz cita os exemplos de como o Google e a Apple têm investido em carteiras digitais. “Nos EUA, o Facebook já realiza transações financeiras pelo seu aplicativo. As startups devem estar atentas para fazer negócios com essas gigantes.”

Crédito

No Brasil, o momento é das startups de crédito. Com a nova regulamentação, Diniz acredita que o mercado financeiro está repleto de oportunidades. “As pessoas jurídicas seguem mal servidas. Acho que há um bom mercado dentro desse setor.” Já nas alternativas de investimento, o professor acredita que soluções que envolvem criptomoedas podem se sobressair.

Versão fintech

Para Diniz, startups que atuam em outras áreas devem pensar como fintechs – ou oferecer soluções financeiras em suas plataformas. As startups voltadas para o agronegócio, por exemplo, têm potencial para adicionar transações financeiras dentro de suas soluções. “Veja a 99, por exemplo, uma empresa de mobilidade, que também atua como fintech.”

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

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Banco Inter vazou dados de quase 20 mil clientes, diz investigação do MP.

Redação Pagamento.me

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O Banco Inter vazou dados pessoais de 19.961 correntistas, de acordo com uma investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A Comissão de Proteção dos Dados Pessoais moveu nesta segunda-feira (30) uma ação civil pública contra a instituição financeira, que pode ser condenada a pagar uma indenização de R$ 10 milhões.

Vazamento de dados do Banco Inter

A história começou em maio, quando um hacker divulgou um arquivo criptografado de 40 GB que supostamente teria informações pessoais de clientes do Banco Inter. Dados como senha, código de segurança (CVV), e-mail, telefone e endereço, bem como CPF, RG, CNH, declaração de imposto de renda e fotos de cheques para compensação via aplicativo estariam no vazamento.

Na época, o banco declarou que “não houve invasão e tampouco comprometimento dos sistemas de segurança”. Em comunicado ao mercado, afirmou que a notícia do vazamento era “inverídica, com conteúdo técnico questionável e impreciso, publicada com o objetivo exclusivo de prejudicar a reputação do banco”. Disse ainda que a divulgação de “notícias falsas ou fatos verdadeiros truncados ou deturpados” a respeito de instituição financeira era crime.

Investigação do MPDFT e do Banco Central

Após uma investigação, o MPDFT “constatou o comprometimento dos dados cadastrais de 19.961 correntistas do Banco Inter”, sendo que “13.207 contêm dados bancários, como número da conta, senha, endereço, CPF e telefone”. Correntistas de outros bancos que fizeram transações com clientes do Inter também foram afetados. O MPDFT confirmou ainda que houve vazamento da chave de criptografia privada do banco.

“O Banco Central do Brasil confirmou o incidente de segurança, bem como o Centro de Proteção, Análise, Difusão e Segurança da Informação – CI deste Ministério Público constatou que os certificados contidos no arquivo são relativos ao Banco Inter e são compatíveis com as chaves pública e privada”, diz o MPDFT na ação civil pública.

Vazamento de chave de criptografia privada do Banco Inter

Censura contra pesquisador de segurança

Na ação, o MPDFT informa que uma das testemunhas “supostamente foi ameaçada por representantes do Banco Inter para encerrar uma investigação informal que realizava sobre o incidente de segurança”. A vítima teria recebido um telefonema em seu celular pessoal de um homem ligado aos acionistas da instituição financeira, que é controlada pela construtora MRV.

“Disse que o banco me acusaria como o invasor (criminoso), que eu sofreria busca e apreensão de bens meus, que minha reputação profissional seria maculada, que eu teria grandes despesas com advogado dentre outras consequências negativas. […] Um dos trechos que mais me chamou a atenção foi ele me dizer que ‘(…) você não trabalha para a imprensa, não tem sigilo de fonte, não tem proteções que a imprensa tem’. Foi uma clara ameaça”, disse a vítima em depoimento ao MPDFT.

Indenização por danos morais coletivos

Em nota, o MPDFT pede que a ação seja julgada com a condenação do Banco Inter em R$ 10 milhões, a título de indenização por danos morais coletivos, “em razão de não ter tomado os cuidados necessários para garantir a segurança dos dados pessoais de seus clientes e não clientes”. Caso o banco seja condenado, o valor será revertido ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD).

O promotor de justiça Frederico Meinberg diz que “as tentativas de encobrir o incidente de segurança, promovidas pelo Banco Inter, geraram prejuízos morais e insegurança aos clientes, não clientes, investidores, acionistas, ecossistemas de Fintechs e Startups brasileiros de dados, bem como na confiabilidade da migração dos serviços de processamento, armazenamento e de computação em nuvem das instituições financeiras”.

Fonte: TecnoBlog

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