Não era segredo, já havíamos colocado bastante pitacos sobre o IPO da Stone nesse ano, mas parece que agora é a vez da “pedra” no sapato das grandes.

Nem começamos o ano, e já temos grandes chances de ter o trimestre mais eletrizante da história dos meios de pagamento no país. Isso porque tivemos a confirmação do Pagseguro na bolsa americana, a venda da Stelo para a Cielo e agora a Stone, uma das novas adquirentes do país, com planos de abrir o capital na bolsa de Nova York também.

“Pedra no sapato”

A Stone, concebida em 2013, por empreendedores do setor de pagamentos de vanguarda no país (André Street e Eduardo Pontes), vem crescendo. Não há dúvidas.

Trabalha na ineficiência das empresas de pagamento tradicionais. Sabe bem como distribuir suas soluções no e-commerce, é agressiva com parcerias e tem um time ávido por ganhar mercado. E a estratégia parece ter funcionado até agora.

Incomodam como poucos.

Antes de alçar planos maiores, o time da Stone já tinha aprontado (no bom sentido), no mercado brasileiro de cartões. Veja a seguir.

DNA fintech prepara IPO da Stone

  • 2000 – criaram em pleno boom da internet, a PagaFácil, um gateway de pagamento;
  • 2005 – criaram a Braspag;
  • 2008 – investiram no Moip;
  • 2009 – venderam a Braspag para o Grupo Silvio Santos;
  • 2011 – fundaram a Arpex Capital – fundo focado em payments e e-commerce;
  • 2011 – Investiram na Cappta;
  • 2011 – Fundaram a Mundipagg:
  • 2013 – investiram no Pagar.me;
  • 2013 – Fundaram a Stone;
  • 2015 – investiram na Equals;
  • 2016 – Venderam a participação do Moip para Wirecard;
  • 2016 – Stone compra a Elavon.

O negócio de “payments” está no DNA da Stone e é nesse espírito, que o grupo prepara as armas para entrar de cabeça na briga com as grandes. Juntar um bom caixa para brigar de igual.

Provavelmente, o anúncio com data e números do IPO da Stone, serão colocados ao público assim que a empresa analisar os dados do Pagseguro, que acontecerá nos próximos dias. O mercado está atento e ansioso.

Quem conhece o mercado de cartões no país, sabe que a Stone vem se tornando uma “pedra no sapato” de Rede, Cielo e Getnet, basta saber se na bolsa também será assim. A expectativa da abertura de capital é que ocorra até o segundo semestre desse ano. Apesar das informações não terem sido confirmadas pela empresa, o plano é forte.

Vai ser uma verdadeira corrida do ouro para o setor de cartões no país.