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Notícias de Pagamento

Mudança na Visa: CEO pede demissão.

Redação Pagamento.me

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Parece até um combinado, mas depois da renúncia do CEO da Cielo, noticiada aqui, agora foi a vez do executivo Charlie Scharf, CEO da Visa anunciar sua saída, que deve ocorrer em 01 de Dezembro próximo.

Antes mesmo de especulações de outros nomes, o executivo Alfred Kelly Jr, ex-presidente da American Express, já foi anunciado como novo presidente. O motivo alegado por Scharf é que está passando muito tempo longe da família (que mora na costa leste do país) e o cargo exige estadia em São Francisco.

“Sob a liderança de Scharf, a Visa reforçou a sua posição em pagamentos eletrônicos globais e tem sido um líder em trazer inovação para a indústria. Transformou sua plataforma de tecnologia através da abertura de acesso à sua rede através do Visa Developer Center, em parceria com as principais empresas de tecnologia do mundo, para conduzir novas experiências de pagamento, introduziu novas tecnologias para melhorar a segurança do sistema de pagamento, e construiu uma equipa de gestão de classe mundial”. Ressaltou a companhia em comunicado.

Além disso, a empresa concluiu com sucesso a aquisição da Visa Europe em junho de 2016, e entregue resultados financeiros sólidos, com uma escalada de lucro operacional para U$ 9,1 bilhões em ações do FY 2015. A Visa foi adicionada ao Dow Jones em 2013.

Outra mudança importante. O anúncio foi feito pela própria Visa.

O site Pagamento.me é um canal independente de notícias e tendências do mercado de meios de pagamento.

Inovação

China coloca os dois pés em fintech no país.

Redação Pagamento.me

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tencent

A Tencent (gigante…gigante mesmo), anunciou a compra de 5% do Nubank (maior fintech brasileira).

Esse é um sinal claro, de que nenhum banco brasileiro (ou americano), será capaz de comprar a fintech brasileira no futuro. Era claro, pelo menos para os entusiastas de inovação e venture capital brasileiro. “Para comprar o Nubank, tem que ser alguém muito grande”. E não existe algum mercado com mais grana que os investidores chineses.

Por que a China coloca os dois pés em fintech no país? Por que eles já haviam comprado a 99 em sua totalidade. Agora entram de cabeça no Nubank, com U$200 milhões. Vale frisar que a 99 é fintech, já que o principal modelo é ganhar dinheiro (%) no fee com os pagamentos. 

Essa deve ser a hora em que os banqueiros da paulista devem se reunir e perguntar para as áreas de inovação: “Não é melhor olhar isso?”

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Adquirentes

Stone anuncia IPO.

Redação Pagamento.me

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Era esperado e agora, não é mais rumor. A Stone vai para o IPO.

O public filling de ontem (01/10/2018) anunciou a entrada da Stone na Nasdaq. Itaú BBA, Credit Suisse, Morgan Stanley, Bank of America Merrill Lynch, Goldman Sachs, JPMorgan e Citigroup vão coordenar a operação.

Números da Stone

TPV: 74 bilhões

Receita – 6 primeiros meses 2018: R$637 milhões

Market Share: 5,4%

Qtde de clientes: 200.000

A empresa fundada por André Street e Eduardo Pontes vai à Nasdaq nos próximos dias.

Acompanhe o filling completo nesse link.

 

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Inovação

Por que o Stripe vale U$20 bilhões?

Redação Pagamento.me

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Essa é uma pergunta que o mercado de pagamentos sabe reproduzir bem.

Depois do anúncio da rodada de U$245 milhões, impulsionando o valuation da empresa para U$20 bilhões, as coisas começam a ficar claras no mercado de pagamentos mundiais: vai haver uma consolidação. O Stripe (presente em mais de 130 países), vem fazendo uma ótima campanha de crescimento, com uma forte gestão, com um “produto matador”.

Não há combinação melhor, para uma empresa de tecnologia: mercado grande, produto de alta escala, que resolve problema.

stripe

O Stripe Terminal está no Beta. (Foto: Stripe)

Os concorrentes, Adyen, Paypal, Alipay entre outros, olham a empresa como um grande benchmarking, especialmente pelo drive do time em tecnologia. Alguns dos melhores engenheiros, data scientists, gerentes de produto e pessoas de finanças estão lá. E antes mesmo que os rumores de um possível IPO aconteça, os fundadores se preocupam em consolidar parte da estratégia de crescimento em novos mercados e agora, em POS inteligentes (Stripe Terminal). Isso é uma ameaça clara à Square e à FirstData (com o Clover).

Com pouco mais de 1300 colaboradores, o Stripe é uma baita empresa, com grande foco no usuário e em times de tecnologia. Fundada por imigrantes irlandeses em 2010, a empresa é um modelo de produto.

A empresa não divulga os números de processamento, faturamento, mas o mundo inteiro está de olho nessa super fintech que vem mostrando que o jogo mudou de mãos. E agora está mais claro, que não se trata de mais uma empresa “sexy do Vale do Silício”.

No Brasil, o Stripe ensaiou uma entrada tímida, há 3 anos, com um executivo brasileiro, só que o foco de mercados como a Europa e Ásia, dificultou o olhar para o Brasil. Para se ter uma ideia, no Brasil a solução veio sem boletos e sem parcelados (o Brasil não é fácil!) naquele momento. O aconteceu depois disso é que a empresa deu um passo para trás no país, remodelou a estratégia e que pelo que sabemos, vão voltar novamente com um novo modelo, focado em developers e na comunidade de tecnologia.

O Paypal, que adquiriu a Braintree, a Venmo e a IZettle é um caso clássico de tentativa de consolidação de mercados através de M&A. O Stripe adquiriu 7 empresas (não necessariamente de pagamentos), para adquirir inteligência não clientes. O negócio do Stripe é escalar onde mais dói. E isso eles sabem bem.

Recentemente, Uber e Google (!) anuciaram que vão usar o sistema de pagamentos da empresa. Isso vale U$20 bilhões.

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