Connect with us

Artigos

Por que as fintechs serão compradas pelos bancos?

Luciana Damasceno

Published

on

fintech startups

Se até ontem os bancos tinham reinado exclusivos em seu ramo, hoje esse cenário começa a mudar. Muitos brasileiros já começaram a buscar por alternativas mais simples e viáveis fora do sistema financeiro tradicional, como as oferecidas pelas fintechs (as startups de serviços financeiros).

E essas startups (algumas delas empresas já consolidadas) já estão começando a preocupar os bancos em todo o mundo, inclusive em termos financeiros –  segundo a Goldman Sachs, é bem possível que os bancos venham a perder até US$ 4,7 trilhões anualmente para as fintechs, e isso é só o começo. Toda consultoria que analisa esse fenômeno, afirma que os bancos precisarão “comprar” a inovação para não morrerem.

fintech startups
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

Bancos e Fintechs vão começar a se relacionar como parceiros complementares e sócios.

Mas, o que está provocando esse grande interesse pelas fintechs no Brasil e no mundo?

Tempo

Ninguém hoje tem tempo a perder. A vida corre a passos largos e cada um de nós mal tem tempo de cuidar do básico. Por isso, muita gente tem dor de cabeça só de pensar em ir ao banco, e enfrentar longas filas mesmo que seja só para conversar com o gerente. Ainda que os bancos tenham melhorado e muito nesse sentido nos últimos anos, oferecendo diversos serviços via internet e mobile banking, ainda há muito a ser feito nesse sentido, principalmente no Brasil.

Já as fintechs costumam ser empresas quase que totalmente virtuais, com as quais você pode resolver tudo o que precisa sem jamais ter sequer que falar com alguém. O BankFácil, por exemplo, facilita empréstimos tomando carros ou imóveis como garantia, e analisa tudo online. Simples assim.

Atendimento

Imagine ter que ir ao banco para pedir dinheiro emprestado seja para pagar dívidas ou para investir em um negócio. A situação por si só já é estressante e constrangedora, independente da quantia em questão. O Nubank, startup de maior expressão no Brasil, é talvez a maior referência em atendimento do país. Há relatos diversos de tipos diferentes de atendimento como resoluções de problemas por mensagens, bom humor e uso da tecnologia como forma de aproximar as relações com clientes.

Infelizmente, a menos que você seja um cliente com uma alta soma depositada no banco, o atendimento ao cliente ainda é muito precário no sistema bancário de um modo geral. A demanda é muito maior do que o número de funcionários disponíveis, e pouco pode ser feito online ou mesmo por telefone. E isso fica muito mais complicado ainda quando o cenário vem agregado ao preenchimento de inúmeros formulários, a perguntas intermináveis, e a horas em pé.  Fica claro então porque muitos muitas iniciativas como o da Broota, que aproxima online investidores e startups de forma muito prática, estão surgindo no país.

Inovação

As fintechs saem na frente junto ao público que ama tenologia, oferecendo uma experiência mais alinhada com as expectativas e perfil destes. Elas também costumam oferecer produtos e serviços mais baratos, já que seus custos ficam muito menores ao não terem os gastos fixos de manutenção de uma agência bancária, por exemplo.

O público entre 18 e 30 anos, principalmente, costuma preferir serviços que tragam tecnologia de ponta como bandeira. Eles têm o smartphone entre seus melhores amigos, e sentem-se muito mais à vontade conversando com uma atendente virtual do que com o gerente do banco. Prova disso é a fila de espera do Nubank: mais de 100 mil pessoas aguardam por uma oportunidade de ter esse cartão de crédito no bolso. Diante desse cenário, bancos começam a reagir. O Citibank, por exemplo, lançou a sua unidade Citi FinTech, focada em serviços para smartphones e serviços financeiros. Mas isso é só a ponta do iceberg.

Por que as fintechs serão compradas pelos bancos?

O radar das fintechs brasileiras elaborado pela Clay Innovation no ano passado, deu o tom: estamos numa ruptura. O jogo vai mudar. Bitcoins, empréstimos peer-to-peer, crowdfunding são palavras que não existiam no cotidiano dos grandes bancos brasileiros. Agora são pauta e objeto de estudo. O Banco BBVA, criou o fundo BBAVentures e virá ao Brasil olhar de perto o efervescente nascimento de startups de finanças e tecnologia. Nesse vôo virão executivos ávidos por olhar e entender porquê o Brasil é de fato, um laboratório interessante para tecnologia bancária. Juntamente com eles, o Santander e a Mastercard vão capitanear na América Latina o Santander Labs, outro laboratório de inovação focado em meios de pagamento. Qual o sinal aqui?

“Chegou a hora de ficar perto delas”, afirmam os bancos.

Nem de longe startups podem ameaçar individualmente a hegemonia bancária, ainda mais se tratando de potências como Itau, Bradesco, Santander e BB. Mas e um exército delas?

A inovação é capaz de atropelar sim, qualquer economia e qualquer tipo de realidade que se apresente numa estrutura burocrática. Foi assim com o MP3, que ruiu a indústria fonográfica e o com o streaming de filmes, que “enterrou a pá e cal”, a Blockbuster em 2013. Se analisarmos, os 50 milhões de clientes da Blockbuster, por exemplo, não sumiram. Eles simplesmente mudaram o hábito e a forma de consumo. É exatamente isso que os bancos estão estudando: mudança na forma das pessoas se relacionarem com serviços financeiros. As novas gerações irão ao banco para abrir uma conta?

nubank
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

O Nubank, de David Vélez (na foto), já formou um exército de fãs para consolidar a marca. (Foto: Reprodução Istoé)

A (des)construção do mercado bancário pelas fintechs

Os bancos brasileiros ensinaram bem. A gente tem um dos melhores sistemas bancários do mundo, se tratando de tecnologia. Nosso internet banking é melhor que em muitos países desenvolvidos.

O Nubank, para alguns banqueiros pode parecer um simples aplicativo para gerenciar o cartão de crédito Mastercard. Até o momento em que começarem a abrir contas através desse mesmo aplicativo, onde usuários poderão transferir dinheiro, fazer depósitos e comprar produtos bancários. Aí a fintech passa a virar banco e incomodar. Quantas agências bancárias são necessárias para se abrir 100 mil contas correntes hoje em dia?

Os sinais

O GuiaBolso, aplicativo que conecta em poucos cliques todas as contas bancárias e cartões de crédito do usuário, sabe mais do perfil de consumo desse usuário, do que o próprio banco, individualmente. Quem pode analisar crédito de verdade, tendo o perfil de gasto de toda vida bancária do cliente, seja qual banco for? São perguntas que ainda não temos a resposta mas já temos a sinalização que o momento é de grande ruptura tecnológica. A BTCJam, do brasileiro Celso Pitta, concede empréstimos em bitcoins aqui no país, com juros mais baratos do que os bancos de varejo.

Os bancos também ainda não sabem do porquê, que os clientes da Vindi, plataforma de pagamento focada em serviços, passam 4 horas do dia usando o sistema da fintech e apenas 15 minutos no site do banco.

fintech
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

Na Vindi (por trás dos códigos), todos os bancos e adquirentes estão dentro do mesmo sistema. Reprodução (Vindi)

Plataformas como Catarse e a própria Broota citada acima, estão desviando positivamente, o pequeno empreendedor das mesas dos gerentes de banco, onde solicitavam empréstimos para levantar um negócio, para plataformas colaborativas de captação de investimento. No Catarse, quem financia é o fã do projeto. O projeto da Vela Bikes, foi viabilizado pelos fãs, não por bancos tradicionais.

velabikes catarse
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

Qual seria a reação do gerente de conta, ao receber uma empresa sem faturamento pedindo dinheiro para viabilizar a Vela Bikes? Foto: Reprodução: Catarse.

Os sinais já estão virando concretizações. No ano passado, a plataforma Escolher Seguro, uma espécie de vitrine virtual de seguros, foi adquirida pela Geração Futuro, do Banco Brasil Plural. Você leu corretamente: “um banco foi lá e comprou.”

brasil plural
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

Comprar inovação é mais prático do que construir em casa? Segundo a Geração Futuro, sim. (Foto: Reprodução Valor)

Emprestar dinheiro, vender seguro, realizar pagamentos, analisar crédito entre outras funções financeiras básicas, não são mais exclusividade dos bancos. Esse princípio também é levado a sério pela Magnetis, uma consultoria que personaliza de forma tecnológica, os investimentos pessoais em uma carteira. Mais uma vez, o gerente do banco e a instituição levam um “bypass”, no quesito consultoria. Pra que Anbima, se o algoritimo combinado sugere qual melhor opção para o investidor?

magnetis
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

A Magnetis combina tecnologia aplicada a dados, para ser o personal manager do investidor. (Foto: Blog Magnetis)

Embora o Brasil ainda esbarre na regulamentação e nas leis bancárias no país, que são de fato rígidas nesse assunto, a inovação é rápida demais para burocracia. A velocidade de mudança de rota e criação de novas plataformas vai empurrar os próprios órgãos regulamentadores contra a parede. Estamos caminhando cada vez mais para o momento em que quem vai ditar as regras serão os consumidores. Se já não estão ditando…Lá fora, em mercados mais prontos para esse tipo de disrupção, os bancos já compram startups de tecnologia, especialmente as fintechs. 

De longe, nós imaginarmos que bancos como Santander, Itau e Bradesco podem desaparecer por conta das fintechs, mas só não vão, porque eles vão começar a comprá-las em breve.

 

 

Artigos

As 5 mulheres mais influentes do mercado de pagamentos no mundo

Redação Pagamento.me

Published

on

mulher maravilha

Não é novidade que as mulheres têm influenciado esse mercado de pagamentos!

Se antes elas não tinham a admiração e todos os holofotes ao redor delas, agora as mulheres ganharam seu espaço e são reconhecidas em todo o mundo! Por incrível que pareça, por mais que as mulheres seja menores em números em empresas de tecnologia, em empresas do segmento financeiro elas arrebentam.

Se você é empresária e empreendedora vai adorar ler este artigo, já se for homem, se impressionará no potencial dessas mulheres poderosas!

1. Reetika Grewal – Silicon Valley Bank

Reetika-Grewal
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

Reetika Grewal, a cabeça de SVB (Silicon Valley Bank) é especialista em estratégia e soluções de pagamentos, trabalha com a MasterCard para liderar um programa acelerador, chamado de Comércio Inovador, que liga todos os maiores especialistas da área para estarem engajados a desenvolverem trabalhos diferenciados, para o Vale do Silício, no propósito de mudar o curso da tecnologia.

“O sistema de pagamentos tecnológicos, vai evoluir muito rápido”, afirma Grewal.

Os pagamentos são agora a chave – para uma experiência de consumo sem limites, em um mundo digital que está repleto de oportunidades, reforça Grewal.

Grewal gosta de trabalhar com sistemas de pagamentos por causa da complexidade da categoria e da evolução rápida do mesmo. Mas isso também requer um compromisso com a educação constante no setor, para manter-se atualizada numa indústria que sempre está em mudança.

2. Pamela Joseph, US Bancorp

Pamela-Joseph
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

Pamela, é vice-presidente do setor de pagamentos de um banco e essa tem sido sua posição por cerca de 10 anos, ela supervisiona a Elavon, subsidiária de processamento do US Bank. Tem sido reconhecida em anos anteriores como uma das mulheres mais influentes em sistemas de pagamentos e é uma das mulheres mais poderosas do American Banker.

Sob a liderança de Joseph, o banco tem sido um dos que têm a crença no desenvolvimento de tecnologias alternativas para pagamentos que são tão variados, como: pagamentos de carros, mesmo sem contato físico, pagamentos por reconhecimento de voz e pelos iPhones.

3. Kara Kazazean – Walmart

 

A mudança dos EUA para pagamentos com cartão em formato EMV-chip, vai consumir muito da atenção de Kara Kazazean este ano. O Walmart é o maior varejista americano, e isso tem a ver com a atuação da Kara, que está a frente de Crédito, Finanças e Pagamento. Como diretora dessas áreas para o Walmart, Kazazean encontra-se envolvida em uma grande mudança nos hábitos de tecnologia, de segurança e de pagamento do consumidor.

“Embora esta tecnologia não seja nova para o mundo, o formato em EMV será uma experiência muito diferente para os clientes dos EUA”, – Kazazean.

“Isso vai obrigá-los a pensar mais, sobre formatos de pagamentos e como essas experiências irão variar entre diferentes comerciantes e cartões”.

4. Juliette Kennel – Swift

Com os pagamentos em tempo real ganhando força em todo o mundo, Juliette deve analisar o seu modelo de negócio para fornecer infraestrutura ideal de mercado, para as atualizações tecnológicas e novas concorrências. Juliete é diretora da Swift, uma processadora que se conecta com mais de 10.000 bancos no mundo. Juliette além de principal nome da empresa em parcerias, controla também toda área de marketing. A Swift facilita o intercâmbio internacional de instruções de pagamento entre os bancos, bancos centrais, grandes empresas de valores mobiliários e corporações multinacionais em uma base de 24 horas.

Seu objetivo é apoiar um maior volume de pagamentos, que sejam também mais rápidos.

“A longo prazo, prevemos aproveitar esses recursos para apoiar outras áreas de negócio, gerando economias de escala”, reforça Kennel.

5. Carey Kolaja, PayPal

Carey Kolaja, inaugurou o provedor alternativo de pagamento em 15 novos mercados no ano passado. Kolaja é vice-presidente de soluções globais dos produtos PayPal, tem defendido os esforços da subsidiária do eBay, trazendo mais de 200 produtos e serviços para países de todo o mundo. Ela e sua equipe são responsáveis ​​por movimentar 25 atividades em mercados domésticos e mais de 193 mercados de comércio entre fronteiras.

Recentemente escolheu um aplicativo de pagamento – baseado em nuvem, para o México, Brasil, Austrália, Japão e Alemanha. Ela também desempenhou um papel fundamental em trazer PayPal para a Rússia, um território que tem sido difícil para os prestadores de serviço, por causa da turbulência política e dos regulamentos dos Estados Unidos. No geral, esta expansão internacional valeu a pena. A receita internacional está crescendo ano a ano em cerca de 17%, disse Kolaja. No quarto trimestre de 2014, os negócios internacionais do PayPal geraram US $ 1,1 bilhão em receitas, disse ela.

Ela é considerada o principal elo entre as startups e o Paypal.

Bônus

6. Cristina Junqueira – Nubank

cristina junqueira nubank
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

Foto: Reprodução Facebook

Não dá para não citar a Cristina e seu trabalho a frente do Nubank. No ano passado foi uma das empresas de pagamento que mais captou investimento e de quebra, chacoalharam ainda mais o mercado de cartões brasileiro. Fundos como Sequoia e Kaszek apostaram pesado nessa empresa em 2016.

Cristina é um dos símbolos do empoderamento feminino e é um dos maiores nomes do setor de cartões no país.

7. Marcia Mello – Global Payments Brasil

marcia mello
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

Foto: Reprodução Facebook

A Márcia tem uma carreira sólida no mercado de pagamentos no Brasil. Comandou empresas como Cielo, Verifone e Elavon (onde foi diretora comercial). Hoje é a presidente da Global Payments do Brasil. Montou um super time no Brasil (com grande representatividade feminina), para entrar na briga das adquirentes.

Assim como Stone e Bin, a “Global” vem fazendo um trabalho muito bom no segmento de cartões.

(mais…)

Continue Reading

Artigos

Pouco antes do anúncio do governo, fãs do Nubank comentam na página do Bacen

Redação Pagamento.me

Published

on

nubank bacen

Parece que o Nubank realmente criou um verdadeiro exército de fãs!

Pouco antes do anúncio do governo, fãs do Nubank entraram na página do Bacen para comentar a possível medida.

nubank bacen
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

Foto: Reprodução Facebook BC

Mensagens de “parem de querer fechar o Nubank”  e #FicaNubank foram disparadas contra o órgão.

fica nubank
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

Foto: Reprodução Facebook BC

Que época para se viver!

Continue Reading

Artigos

Vindi anuncia a hora da economia da recorrência para o Brasil

Redação Pagamento.me

Published

on

fintech

O artigo do Nearshore Americas, escrito pela editora do The Next Web (aclamado site de tecnologia), anunciava ainda no ano de 2015, que “a Economia da Recorrência”, termo fundamentado pela super fintech Zuora, viria para estabelecer mercados que ainda nem existiam ou que tampouco eram desenvolvidos no Brasil e na América Latina. Mas que mercados são esses?

Se quase 70% do PIB do Brasil está no segmento de serviços, porque empresas de pagamento sempre tiveram foco em comércio tradicional e e-commerce? Onde está o “big money”?

Tradicionalmente atendidos pelos bancos, empresas de serviços como: contabilidades, clubes sócio esportivos, condomínios e empresas de software, faturavam e cobravam seus clientes através de boletos até então. E não dá para negar que 99% do mercado de serviços, ainda fatura nesse modelo. Poucos negócios acordaram para a profissionalização do faturamento. Quem conhece o dia a dia de um departamento financeiro comum sabe que, o trabalho manual ainda é bem oneroso quando o assunto é contas a receber. Ainda mais em um momento como esse, onde a economia passa por um momento turbulento. E falando de economia, quão grande é o sonho de qualquer empreendedor que se preze, de ter uma empresa que fature sempre?

Essa é exatamente a proposta que Rodrigo Dantas, ao fundar a Vindi em 2013, trouxe para o mercado. Ainda que sem contrato, sem tecnologia pronta e sem faturamento, teve a ideia de ir aos maiores adquirentes do país pedir ajuda para formatar um projeto que consistia em atender parte do mercado, que gateways de pagamento e adquirentes (nascidos como empresas de pagamento) ainda não haviam vislumbrado. Recebeu porta trancada em todos eles, menos na Elavon, que passando por uma reestruturação em 2012, deu um ok para trazer o projeto e entender o que era uma plataforma de pagamento completa. Na época, a Elavon não tinha e-commerce, o que fez arquivarem o projeto com o primeiro esboço da Vindi.

paytech
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

Dantas, no evento Paytech levou o tema “fintechs” para adquirentes, bancos e investidores. (Foto: reprodução Paytech Summit)

Sem saber da teoria da sincronicidade do universo, há 5KM de distância, Dantas não sabia, que o Site Blindado, seria vendido e que seu fundador Mauricio Kigiela, estava com o mesmo propósito: atender o mercado de assinaturas e recorrência. E sem conhecimento da mesma teoria, levou adiante o projeto que hoje responde por Smartbill, um ERP para negócios de assinatura. As duas empresas com meses de diferença entre fundações, foram as primeiras a divulgar o termo “economia da recorrência” de forma ampla, seja pegando carona na própria Zuora, que encontrava dificuldades para emplacar seu billing focado em grandes companhias americanas, como em modelos ultra validados de Netflix, Spotify e Salesforce.

Há 700 Km de distância, no município de Joinville, a software house Informant, decidia ainda em 2011/2012 que iria dividir sua unidade de negócios em dois:o software de gestão Ágil ERP, que depois virou ContaAzul e o software AsaaS (fizemos um show case deles aqui, leia) que nasceria com foco em “faturamento recorrente”.

A economia da recorrência resolvendo problemas

Para se sustentar, empresas devem ter receitas recorrentes. Essa é uma premissa inquestionável. Mas e como ter acesso a isso? É a proposta de Vindi, Smartbill e Asaas, cada um em seu foco e negócio. Desde a fundação das três empresas, o mercado de pagamentos só olhava de fato, comércio. Até o e-commerce, com força maior dentro das próprias adquirentes agora, era negligenciado como um subproduto de um negócio de trilhões que é o do POS (maquinetas de cartão). De lá para cá a criação da Stone (do grupo Arpex), a entrada da Global Payments, Elavon e Bin no mercado e a consolidação da Getnet, trouxe um game totalmente novo nesse negócio de pagamentos: não dá para ser commoditie.

Fazer uma transação e criar sistemas de “mensagerias” para se comunicar com bancos, bandeiras e adquirentes, já não é suficiente para grandes varejistas que querem entrar no mundo on-line. Agora o negócio tem que ser altamente profissional, o que faz de empresas nascendo nesse mercado, exigirem ainda mais de si mesmas, uma capacidade gigante de inovação. No texto elaborado por nós “As 10 novas empresas de pagamento do mercado”, que ainda cita empresas como Pagar.me, Konduto e eBanx, fala claramente que agora, empresas de pagamento são feitas por hackers (no bom sentido) e não mais por financistas. O que é de fato uma verdade, já que Adyen e Stripe, com presença mundial, têm em seu DNA, uma cultura de tecnologia com inteligência artificial, design e de alta performance.

É nisso que encaixa o título do texto com o momento que o Brasil se encontra. Toda empresa vai precisar criar formas diferentes de vender, seja recorrente ou não. E inadimplência não é mais assunto só de economistas e bancos. O que faz dessas empresas, especialistas no seus negócios, terem alto valor para qualquer e-commerce, escola ou quaisquer empresas que vão precisar de coisas além da tecnologia.

Billing, desafio de 99% das empresas que cobram assinaturas

O cenário é 2015, já com o mercado ainda aberto (novos adquirentes entrando, novos sub-adquirentes sendo criados) e todo oceano azul a se conquistar. Daquele primeira reunião do então projeto Vindi apresentado para a Elavon, muita coisa aconteceu mesmo que em pouco tempo. Tanto Asaas como Vindi, já chegam aos milhares de clientes, o que faz de um case de “growth hacking” real dentro de um mesmo segmento. Por que isso? Por que a maioria dos empreendedores que contratam serviços dessas empresas, já acordaram que ter um faturamento recorrente, é vital para sobreviver nesse ambiente econômico. Para isso, essas empresas consomem serviços como o da Vindi, do Smartbill, do Asaas e de outras empresas que se propõem a resolver o problema desse modelo.

Segundo a Gartner e outras empresas que analisam tendências, 100% das empresas de software no mundo, serão empresas de assinaturas. A própria SAP relutou muito para admitir tal afirmação, só o fez, quando Salesforce cresceu mais do que eles acreditavam.

assinaturas day
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

Foto do Assinaturas Day: 300 empreendedores interessados no mercado de assinaturas (Foto: Reprodução Nearshore Americas)

Para atender essa demanda de softwares, novos modelos de negócios e novas economias, plataformas focadas em suas verticais, serão indispensáveis para empresas com grande escala na nuvem. Como você acha que empresas como Netflix, Spotify, Salesforce e cases brasileiros como VivaReal, Serasa e Vtex resolvem problemas de billing? Elas simplesmente delegaram a responsabilidade de processar pagamentos e fazer cobranças nas mãos de plataformas como as citadas no texto. O negócio é tão incipiente que a Vindi, capitaneada pelo próprio Dantas, criou o evento Assinaturas Day para se comunicar e entender melhor o que clubes de assinatura, gigantes de tecnologia e empresas no modelo recorrente (escolas, academias e etc) precisam. Na sua terceira edição coordenada com o BrNewtech, o evento levou mais de 300 pessoas ao auditório da Telefônica para ouvir Vindi, Rodrigo, Netflix, Zendesk e alguns dos maiores cases de assinatura do Brasil.

Hackers, vendedores e advogados

O time da Vindi é jovem (a média está em 27 anos) e ainda conta com uma parcela de ex-executivos de bancos, advogados e uma equipe de engenheiros da computação de fazer inveja a qualquer fintech americana. É exatamente nesse ponto que resolvem um complexo sistema financeiro numa única solução. A Vindi é uma das poucas plataformas que consegue atender de forma plena, e através de uma única integração, as soluções de cartão de crédito, boletos bancários e débito em conta.

rodrigo dantas
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

Rodrigo Dantas na sede da Vindi. Foto: Reprodução Vindi

Esse pode ser inclusive, o motivo pelo qual os clientes da empresa ficam mais de 5 horas na plataforma e não mais no internet banking, como era de costume. A Vindi na sua essência tem mais de 9 bancos, 8 adquirentes, 3 sub-adquirentes e mais de 7 outras integrações, o que faz dela, um verdadeira ecossistema financeiro para empresas que precisam de uma plataforma robusta de faturamento. Além de criação de produtos que potencializa o volume financeiro dos próprios clientes. É exatamente isso o que viu empresas como Serasa Experian, Thomson Reuters, VivaReal, Buscapé e Benchmarking Email.

Em entrevista ao programa empreendedor Man in the Arena, Rodrigo ilustra a criação de comunidades, vendas e conta um pouco da história da empresa. Assista.

Esse momentum trouxe a atração de investidores e compradores (que foram descartados), que fizeram a Vindi pensar como gente grande. Liderado pelo Criatec2 e a Bozano Investimentos, a empresa acaba de anunciar um novo round (Série A) para formar a segunda rodada de investimentos da empresa, que agora mira o mercado Latino Americano, ainda um oceano azul para pagamentos recorrentes.

Aquisição

Recentemente, a empresa adquiriu cerca de 90% do facilitador de pagamentos Aceita Fácil, numa transação que durou cerca de 3 meses e que trouxe os principais empreendedores para dentro da estrutura do grupo. Agora, a Vindi vai oferecer para pequenas e médias empresas: subadquirência e soluções como marketplace, conciliação automática e antecipação de recebíveis. Inédito esse feito, se tratando de startups.  A empresa tem cara de adquirente.

rodrigo dantas
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Google+

Claudio Meinberg (Aceita Facil) e Rodrigo Dantas (Vindi) em foto oficial. Foto: Reprodução Vindi.

A Vindi como qualquer outra que levanta uma bandeira e cria comunidades em volta de si, não recebe mais “portas na cara”.

 

Continue Reading
Innovation pay

featured

Copyright © 2015 ~ 2018 Pagamento.me.