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Visa contra Walmart no Canadá. Que briga é essa?

Luciana Damasceno

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walmart e visa

Você consegue imaginar a maior rede varejista do mundo parando de aceitar pagamentos via cartão de crédito da maior operadora do ramo?

Pois foi isso mesmo que a Walmart decidiu fazer em algumas de suas lojas canadenses recentemente. Alegando que não foi possível chegar a um acordo aceitável com relação às taxas cobradas pela operadora de cartão de crédito, a Walmart não só parou de receber compras feitas com a bandeira Visa, como também tornou a briga pública – algo quase impensável nesse mercado.

Além disso, a rede varejista disse que irá continuar expandindo a não-aceitação até que todas as suas quase 400 lojas passem a rejeitar a bandeira no Canadá.

Do outro lado da mesa de negociação, a Visa garante que está fazendo tudo o que é possível para chegar a um acordo com a Walmart. E que é esta quem está usando o seu público consumidor como forma de pressionar por taxas abaixo do mercado.

Walmart x Visa = Golias contra Golias

Em uma briga que está sendo chamado de “Golias contra Golias”, especialistas dividem-se fazendo previsões sobre quem vai vencer. De um lado, a Walmart não quer perder a oportunidade de aumentar a sua margem de lucro, após ter afirmado no último mês de junho que cerca de US$ 100 milhões de seu faturamento vão para o pagamento de taxas sobre vendas com cartão de crédito.

Enquanto isso, a Visa afirma que já garantiu um acordo excelente para a Walmart, e que baixar as taxas ainda mais seria oferecer à rede uma vantagem injusta em relação à concorrência. Principalmente, afirma a operadora, frente à empresas varejistas de menor porte. A Walmart rebateu essa afirmação dizendo que gostaria de ver taxas mais baixas não apenas para si mesma, mas para toda e qualquer empresa canadense. Em entrevista ao canal de televisão CBS, a rede afirmou que a Visa cobra taxas quatro vezes mais altas no Canadá em comparação com outros países.

visa e walmart

Briga de gigantes. Foto: Slashgear

Especialistas acreditam que a Walmart acabará voltando atrás e desistindo da sua estratégia se a Visa não ceder. Isso porque os consumidores iriam buscar outras lojas, que ainda aceitassem o seu cartão Visa.

Porém, essa seria a atitude mais comum somente entre quem tem apenas um cartão de crédito ou dos adeptos dos vantajosos programas de fidelidade que a Visa mantém por lá.  Já os consumidores com mais de uma bandeira de cartão de crédito e sem muito interesse em coletar pontos passariam a usar outra opção – um cartão MasterCard, de débito, ou dinheiro vivo, por exemplo – e manter-se como clientes Walmart.

Visa está envolvida em outras disputas

Esta não é a primeira vez que a operadora de cartão tem problemas no Canadá por conta das suas taxas. Em 2014, tanto ela quanto a MasterCard foram forçadas a garantir uma taxa média de 1,5% por conta do crescente número de reclamações entre os clientes de ambas as empresas.

Além disso, a Visa também está envolvida em outra disputa com a Walmart, desta vez nos Estados Unidos. Neste caso, a rede varejista quer que a operadora passe a emitir cartões com chip exclusivamente, por conta da melhor segurança oferecida por esta tecnologia. Além disso, a taxa para transação via assinatura é 5 centavos mais caras.

Já a Visa afirma que prefere permitir que o cliente continue a escolher entre os cartões com chip e os de assinatura.

Luciana é uma jornalista radicada em Dublin na Irlanda. Redatora, já foi Relações Públicas do Estado da Bahia. É uma das melhores jornalistas de finanças do país.

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Consumidores se preocupam com segurança de aplicativos fintech

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Apple Pay Cash recebe as maiores notas em segurança e privacidade

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Bitcoins

Investidores perderam quase US $ 100 milhões em fraudes da OIC

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Com base em uma nova pesquisa da Diar, uma empresa de inteligência blockchain, cerca de US $ 100 milhões em criptomoeda foi roubada por meio de golpes iniciais de oferta de moeda (ICO).

De acordo com um relatório no TheNextWeb , os números da pesquisa indicam que, nos últimos dois anos, os  golpes da OIC totalizaram US $ 98,6 milhões em valor. Em 2018, as OICs levantaram US $ 6,3 bilhões.

O relatório observou que a empresa chinesa Shenzhen Puyin Blockchain Group é responsável por US $ 60 milhões de toda a criptomoeda roubada. Outros grandes golpes da OIC, observou o relatório, incluem NVO e Cryptokami, com a NVO arrecadando US $ 8 milhões e a Cryptokami levantando US $ 12 milhões antes de ir abaixo. Cryptokami está fora e NVO não atualizou sua plataforma desde março.

A lista do pesquisador também inclui a LoopX, que arrecadou US $ 4,5 milhões antes de roubar o dinheiro dos investidores, e a Prodeum, que também estava envolvida em um golpe de saída. Os pesquisadores da Diar também descobriram que entre os 10 maiores ICOs que estão sendo negociados há seis meses ou mais, o declínio médio do preço é de 93% quando comparado à alta histórica do token digital.

No início deste ano, o Engadget, citando dados da Token Data, relatou que dos 902 ICOs que chegaram ao mercado em 2017, juntamente com o preço do bitcoin, 46% falharam. Entre essa porcentagem, 142 nunca receberam o financiamento e outros 276 desapareceram ou foram golpes. Além disso, outros 113 ICOs pararam de falar sobre seus projetos on-line ou não tiveram adotantes suficientes para que o sucesso seja provável. Dos sobreviventes, o relatório observou que apenas alguns levantaram mais de US $ 10 milhões por meio de uma OIC.

De acordo com o Engadget, excluindo as OICs que eram fraudes, não é surpreendente que muitas das OICs e moedas virtuais não tenham decolado. Muitos estavam focados em nichos como odontologia ou caminhões, enquanto outros estavam andando de rabiscos de outros tokens de sucesso e, portanto, não se destacavam o suficiente para obter tração. O relatório observou que as OICs continuam populares este ano, mas não há garantia de que elas terão uma chance melhor.

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